30 de mai. de 2009

A DIFÍCIL SOLIDÃO DA GESTÃO

Bom Dia!
Como é difícil a busca pela realização profissional. Sempre que almejamos o sucesso em nossas carreiras, seguindo uma trilha de honestidade e competência técnica, deparamo-nos com todo tipo de desafios que se possa imaginar. Assim, superar culturas derrotistas, mover grupos acomodados, estabelecer prioridades que estejam relacionadas com os objetivos estratégicos de nossas organizações, imediatamente saltam aos nossos olhos quando falamos acerca de dificuldades.
Mas existe outra perspectiva que tem crescido bastante em nosso país: a necessidade de deslocamento para longe da família. A crescente desigualdade dentre os mercados de saúde, e o afastamento de antigos pólos médicos que caminhavam juntos até meados da década de 90, está causando uma excessiva concentração de gestores na região Sudeste, especialmente em São Paulo.
Afastados de todos os que colaboram para a sustentação de sua vida privada, mais e mais gestores são jogados num mercado que lhes consome toda a atenção e todas as forças físicas. Não é fácil manter o equilíbrio. Não é fácil estar sozinho após uma árdua jornada de dificuldades e problemas a serem superados. O gestor não pode deixar de lado sua vida pessoal, sua família, suas crenças. E esta pressão gera uma situação que beira o insuportável.
O pior de tudo é que as empresas, quase sempre, não estão atentas para estes valores imateriais, intrínsecos aos gestores vitoriosos e que não podem ser supridos por mimos, salários ou outras coisas materiais da espécie. As empresas até falam de seus funcionários como se fossem seres humanos, mas negam solenemente esta condição aos seus gestores estratégicos. Vale a pena notar que a “empresa” é uma ficção, pois ela se materializa a partir das opções e decisões que são estabelecidas pelos dirigentes estratégicos.
Como estabelecer metas para melhoria de clima organizacional se as organizações estão transformando, ou pelo menos avaliando como autômatos seus principais gestores?
Um homem não é preenchido por bens materiais, por mais valiosos ou modernos que sejam. Um profissional não pode ser completo se possui lacunas em sua vida pessoal que não consegue preencher. Uma empresa que não entende ser, seus funcionários e executivos, homens profissionais, não conseguirá satisfazê-los, fidelizá-los e torná-los honestamente vinculados aos seus valores e objetivos estratégicos.

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