24 de mai. de 2009

ENTRE O CORAÇÃO E A JUSTIÇA

Boa Noite!
Parece que existe uma contradição se quisermos avaliar, para um gestor, por onde ele deve se guiar: pelo coração ou pela justiça. Os mais apressados correrão para afirmar que nada pode ser feito sem o coração, e a justiça é decorrente disto. Os mais radicais afirmarão que a aplicação da justiça cega, igualitária e equitativa é o único caminho para se alcançar a paz de coração!
E ambos estão, ao seu modo, parcialmente certos.
De fato, a gestão moderna deve pressupor uma liderança legítima, galgada na competência técnica pessoal e exercida especialmente a partir dos exemplos e testemunhos coerentes, dados prioritariamente nos momentos mais difíceis vivenciadas pelo grupo liderado. Neste aspecto da questão, entendendo-se que apenas um líder real, por sua competência própria será capaz de equilibrar as corretas exigências de resultados que alcançam todas as organizações com a dedicação e sensibilidade em relação a sua equipe que disto precisa para se desenvolver.
Mas a falsa idéia de que agir com o coração é evitar as decisões polêmicas, ou minimizar reprimendas que podem educar seus liderados, ou retardar processos para se obter a utópica unanimidade, chegam a beirar a hipocrisia.
As equipes não se motivam em trabalhar com gestores vacilantes. Ou com aqueles que em nome de um “bom relacionamento”, silenciam-se ou se omitem perante injustiças, más indicações, não aproveitamento de talentos, ou equívocos da espécie. Nossos funcionários podem não ter, ainda, a maturidade profissional que os tornem aptos a exercer uma função gerencial, mas certamente não são criaturas obtusas, retardadas ou tão covardes quanto os (covardes) gestores imaginam.
Equipes desejam ser lideradas rumo à vitória, não ao caos, ao nada, à derrota. Elas reconhecem o líder, e seguem-no como exemplo de dedicação e qualidade profissional. Os covardes confundem o silêncio que resulta da desmotivação de cada talento que está sendo desperdiçado com a aceitação de seu trabalho feito com o “coração”.
A Justiça produz um ambiente agradável para trabalhar. A pieguice afasta os bons funcionários e permite a formação de um grupo covarde, ou desmotivado, ou incompetente. Seja gestor o tempo todo, sendo justo todo o tempo.

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