17 de jun. de 2009

A DIFÍCIL TAREFA DA PREVENÇÃO

Bom Dia!

Um levantamento realizado no Reino Unido e divulgado pelo Na­tional Cancer Intelligence Network aponta que nos casos de constatação positiva de câncer, dos tipos de detecção primária, ou seja, de maior probabilidade de cura, dentre a população masculina, a mortalidade é expressamente maior (2,5 vezes) do que entre as mulheres.
E a causa apontada pelos pesquisadores ingleses é uma velha conhecida nossa: a teimosia e resistência às ações de prevenção e também de cura. Os homens se constituem num público com muitas peculiaridades, na questão da Gestão de Cuidados em Saúde.
Por um lado, são mais temerosos em relação ao adoecimento, mas não buscam e demonstram forte resistência na adesão aos programas de prevenção desenvolvidos, quer pelo Estado, quer por sistemas privados de saúde.
Também adiam, quase no limite da irresponsabilidade, a ida aos serviços de saúde quando perecebem ou mesmo sofrem com sintomas clínicas de qualquer natureza. Querem algo como uma máquina automática de solução dos problemas, mas que ainda venha até onde eles estão!
Entretanto, quando adoecem e, finalmente, recebem uma prescrição médica, cumprem-na apenas pelo tempo de julgarem estarem "melhor" dos seus sintomas e, por isso, auto-abandonarem seus tratamentos.
Assim, a pesquisa não deveria causar nenhuma surpresa para os gestores de saúde. Porém, se lembrarmos que as mulheres estão mudando seus hábitos de prevenção, e passando a copiar o universo masculino nesta postura quase que suicida, o quadro fica preocupante.
A vinculação às ações de saúde requerem uma nova linguagem de oferta por parte dos serviços, públicos ou privados. Num tempo em que a globalização criou um fortíssimo apelo ao consumo imediato, tentar fidelizar clientes na prevenção e promoção apenas repetindo que num "futuro distante e incerto", eles "poderão" ser vítimas de "algo que não se consegue definir o que será", sinceramente, não vai dar certo.
Está na hora de desenvolvermos um marketing específico para a prevenção. E a melhor forma para isto, como sempre, será OUVIR O CLIENTE. Mas de forma aberta, deixando que seus devaneios e sonhos sejam explicitados, para filtrarmos e viabilizarmos com as lentes da gestão o que pode ser concretizado de forma sistêmica e universal. Estamos bastante atrasados nesta formulação. E as Academias, infelizmente, vivendo uma discussão ideológica que pode até encher congressos estudantis, mas absolutamente alterarão o grave e preocupante quadro apresentado.

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