16 de jun. de 2009

VELHO FANTASMA

Bom Dia!

Com o início da lei antitabagista em São Paulo, e pelas repercussões que normas desta magnitude em uma metrópole mundial causam, as discussões acerca do cigarro proliferam em todas as esferas da sociedade. De fato, com as quedas nos que consomem o fumo, sob suas mais diversas formas de apresentação, seria realmente necessário tamanha intervenção estatal?
A resposta, pasmem, é sim. Pois a premissa não é mais verdade absoluta. A queda do número dos fumantes ativos não é mais verdade absoluta em todo o mundo, como muitos acreditavam.
As constantes campanhas e legislações fizeram com que muitos HOMENS fumantes abandonassem o vício. Por serem, à época a imensa maioria, este abandono causou uma sensível redução da quantidade de viciados.
Mas o quadro está mudando em diversos países europeus e no mundo.
O quadro de ex-fumantes na Europa caiu entre 2008 e 2009 de 18 para 14%. Isto quer dizer duas coisas:
1. Diversas pessoas que haviam abandonado o vício retornaram. Em tais casos, agrava-se sua situação de saúde e o risco para o sistema, pois o ex-fumanete que volta tende a consumir uma maior quantidade de tabaco, estimulado pela própria dependência química.
2. Aumentou o número de MULHERES que começaram a fumar, especialmente entre aquelas de menor faixa etária. Em especial com o ingresso dos países que estavam fora da Comunidade Européia, os pesquisadores perceberam a elevada incidência de novos fumantes no sexo feminino. E dentre as causas nunca podemos esquecer que repousa a triste campanha promovida por toda a mídia acerca da "liberdade" da mulher. Esta liberdade nunca é associada à paz, à proteção da vida, à estabilidade emocional e familiar, e sim ao negativo, à morte, aos vícios como se estes representassem a libertação.
Como pode ser chamado de livre alguém que é prisioneiro da droga, de um vício, de um erro? No mínimo tratamos de uma falácia! Na Itália, segundo o CORRIERE DELLA SERA, já são 50% de retorno daqueles que pretensamente haviam largado o tabaco, em até um ano da data do suposto abandono.
Velhos fantasmas que retornam por razões simples na descrição, mas bastante complexas no tratamento: normas legais criam uma situação nova quando sua fiscalização pode ser realizada de forma efetiva. E isto absolutamente parece ser o acso das legislações anti-tabagistas que conhecemos. Mas, o mais importante é que, associados a estas leis, DEVEM existir ações de Educação em Saúde, para que o largar o vício seja uma escolha e nunca aparente ser uma imposição. Os homens até assumem suas escolhas, mas sempre fugirão dos seus medos. Seja esta fuga para o caminho certo, ou para outros de pior qualidade.

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