Bom Dia!
O Presidente Obama, em sua conversa semanal dos sábados, destacou e colocou como questão de Estado a reforma do sistema de saúde americano. Usou argumentos bastante expressivos quando lembramos que os EUA ainda são a maior das economias do mundo, tais como:
= o impacto que causa sobre o crescimento da economia americana as sucessivas perdas que estão sofrendo com o sistema de gerenciamento da assistência (o que nós conhecemos por Manage Care): segundo a Casa Branca a reforma da saúde aumentaria o crescimento econômico em mais de 2% em 2020 e quase 8% em 2030, se conseguir reduzir em 1,5 ponto percentual a taxa de crescimento anual dos custos de saúde. Portanto, se considerarmos um PIB de quase 15 trilhões de dólares, dá para se projetar o quanto significa esta necessidade.
= a projeção feita de que em menos de uma década, o americano estará gastando cerca de 20% de tudo o que ganha apenas para manter uma cobertura de saúde. Saliente-se que não há satisfação com ela e nem a sensação de proteção desejada. Este cenário trata apenas de manter algo que propicie o acesso. Assim, americanos que votam estarão com menos dinheiro e mais insatisfação, ou seja, dinamite pura para políticos!
= os consumos das famílias, com uma reforma eficiente, seriam acrescidos de 2.600 dólares nos próximos dez anos, e de quase 10.000 daqui a vinte anos. Para uma economia toda fundamentada sobre o consumo, dá para imaginar o que isto significa!
Tudo isto posto, parece então que o Sr. Obama está no caminho certo. Certo? Errado! A sensibilidade do Presidente americano com a quastão saúde é oportuna, atual e necessária. Seu discurso de inclusão é mais do que eleitoral e sim urgente, pelo próprio estado caótico do sistema atual. Mas o caminho escolhido é desastroso. Obama quer fazer uma reforma populista, incluindo mais pessoas pela redução da intervenção qualificada!
Seu projeto inicial quer levar mais especilistas e reduzir os generalistas. Deseja ampliar as policlínicas e retirar as verbas governamentais de programas de saúde hoje direcionados às patologias crônicas mais agravantes, que contudo afetam a minoria da população. Obama quer mais gente aplaudindo, em troca de mais pessoas sofredoras abandonadas.
Claro que esta postura está coerente com todas as medidas que vem adotando desde sua posse. Obama concorda, de maneira não transparente, com ações de eugenia e similares, e tem aprovado medidas nesta linha desde o dia de sua posse. A reforma do sistema managed care, então, pode produzir num momento posterior a sua implantação, e quando passarem a euforia e ilusão iniciais, um monstro ainda mais excludente do que o atual.
Mas, como sabemos, estes efeitos demoram a ocorrer na saúde. E, aí, o Sr. Obama já terá concluído seus dois mandatos conseguidos através do populismo barato e oportunista que tem carcaterizado seus atos e escolhas até agora.
Que pena! Ao invés de fazer e construir a história, Obama prefere destruir aqueles que a defendem. Realmente ele é o "cara de lá"!
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