9 de jun. de 2009

SE...

Bom Dia!

Se Anne Frank fosse viva estaria completando, na próxima sexta-feira dia 12 de junho, 80 anos de idade. Refiro-me à adorável garota holandesa que morreu vítima da intolerância e da exclusão nazista a todos que fossem nascidos da raça judia.
Hitler promoveu a maior das mudanças do Direito Positivo da história, ao decretar as Leis Raciais em Nuremberg (1935), apenas dois anos após sua ascensão ao poder. Por elas, todos os que eram legítimos cidadãos alemães, perdiam praticamente todos os direitos se fossem declarados judeus.
Não foi dada oportunidade às vítimas desta violência absurda para se defenderem. As alegações de que tais medidas melhorariam a vida dos arianos e trariam maior liberdade bastavam para as podres mentes fascistas.
É a mesma coisa que assistimos nos dias atuais, quando encontramos parlamentares participando de passeatas em favor da liberalização do uso de drogas, ou quando testemunhamos a covarde campanha veiculada em nosso país em favor do aborto.
Tanto no caso das drogas, quanto no silencioso assassinato de fetos, pretende-se modificar o Direito Positivo, arguindo-se maior liberdade aos usuários e melhor vida às mulheres que pretendem cometer este desatino criminoso. Não é uma triste repetição das práticas nazistas?
Anne Frank tinha doze anos quando foi enviada ao campo de concentração. Lá ela contraiu Tifo em virtude das péssimas condições alimentares e de higiene que grassavam estes locais de terror e miséria humanas. Não se deu a ela o direito de falar. Ninguém pode defendê-la, pois até isto era negado pelos nazistas aos judeus.
Ela foi uma vítima da omissão dos ocidentais, em especial dos países mais ricos que preferiram concordar com todos os desatinos de Hitler, enquanto este armava o grande conflito, a enfrentar a verdade e adotar as práticas corretas.
Ela foi vítima dos líderes de esquerda da época que, embora defensores de ideologias supostamente antagônicas ao nazi-fascismo, mostraram desde então seu oportunismo em aprovar pactos e acordos que também lhes assegurasse algum tipo de poder.
Ela foi vítima do silêncio e da covardia de todos que preferiram acreditar no que dizia a mídia de então: melhor vida e mais liberdade. E nós, o que faremos acerca do Aborto e das Drogas? Esperaremos que outras crianças como Anne não possam ter o direito de envelhecer?

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