2 de jul. de 2009

A GREVE INSANA

Bom Dia!

Os jornais de Brasília DF de ontem e hoje descobriam um assunto muito mais estratégico e de maior gravidade do que a triste crise de nepotismo que assola o Senado federal: a greve de sete hospitais contra UMA única AUTOGESTÃO. As causas alegadas pelos empresários hospitalares são os preços muito baixos em sua avaliação praticadas pela organização.
Tempos estranhos...
As operadoras de autogestão são aquelas que possuem financiamentos atrelados aos salários de seus empregados, com receitas completadas em mesma proporção pelos empregadores. Ou seja, não são "viúvas do tesouro nacional", mas organizações que propiciam aos seus funcionários serem também donos de seu futuro. Se os salários sobem, as receitas sobem. Mas o contrário também é verdadeiro.
Pois pasmem vocês, são estas organizações que pagam, no mercado hospitalar, OS MAIS ALTOS PREÇOS DE TABELAS! Não são as poderosas e ricas Seguradoras, nem tampouco as financiadas Medicinas de Grupo e nem as crescentes Cooperativas Médicas, que detém as maiores tabelas, e sim as empresas que pertencem aos trabalhadores!
E ainda assim, um grupo de sete hospitais resolve retaliar uma única delas, deixando sem atendimento trabalhadores a ela vinculados.
Tempos insanos...
Empresas que não possuem NENHUMA LEI QUE AS ORDENE - os hospitais, recebem o apoio e amparo da PROCURADORIA PÚBLICA (órgão encarregado de fiscalizar o cumprimento... da Lei), para declarar um LOCK-OUT contra uma autogestão!
Por que as tabelas das empresas de mercado, ainda que menores, não são objeto de tal tipo de retaliação?
Por que os hospitais não possuem nenhuma lei ou regra, ou resolução normativa que ordene seu funcionamento e submeta-os ao poder da República como todos os demais cidadãos e empresas deste país?
Por que a ANS se omite de todos estes conflitos, ao invés de intermediá-los e ordenar este conturbado mercado?

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