Bom Dia!
É muito triste lermos nos jornais de hoje que os pesquisadores americanos chegaram a conclusão de que nos casos de depressão no público jovem (menores de 16 anos) o melhor tratamento é o que resulta de uma combinação de terapia e medicação.
Lamentável pelo aspecto sanitário, pois a terapia traz seus benefícios, mas não é isenta dos riscos de se criar uma dependência que torne o jovem, futuro adulto, num ser pela metade, reduzindo sua autonomia e autoconfiança. Desastrosa a constatação pelo campo das drogas que os mesmos devem tomar, pesadas e viciantes, com todas as sequelas que conhecemos associadas aos medicamentos usados nas patologias mentais.
Se é assustador tudo isto, mais ainda o percentual de incidência (foi de 4,5 a 8% em 10 anos), o que fica mais aterrorrizador é que uma das causas continua solenemente ignorada pelos estudiosos: o materialismo da sociedade contemporânea.
Aos jovens, em especial os pré-adolescentes, apresenta-se uma sociedade onde a vitória, o sucesso, a glória humana, estão associados ao TER. O possuir algo material, mais do que atender necessidades e expectativas foi e é a cada dia transformado, melhor dizendo, distorcido como um fator capaz de gerar confiança e alegria individuais.
Noções básicas e inerentes ao ser humano do tipo: família, solidariedade, coletivo e humanização das relações passam a ser associadas ao retrocesso, apresentadas como se fossem dogmas religiosos e não uma real e intrínseca necessidade do ser humano.
A matéria prevalece, para os formadores de opinião, sobre os fundamentos da sociedade humana, como se fosse possível apagar o código genético e moral que está ligado à existência do homem e arraigada no seu mais íntimo espaço: sua alma.
O resultado desta desastrosa intervenção, promotora do consumo pelo consumo, do materialismo como forma de "aproveitar o momento", e da equivocada ilusão de que se pode modificar a parte imaterial do ser humano, bem pode ser expressa, dentre outros, no aumento da taxa de depressão acima citada. E a solução, claro, para esta sociedade que briga com o real é, segundo os "especialistas", a medicação e a terapia! Não é mais fácil educar? Não é mais rico formar cidadãos com espírito solidário? Não é mais humano tratar os jovens como o que eles realmente são: seres humanos? Ou será que isto não é discutido por não servir para vender medicações???
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