Boa Noite!
Já faz muito tempo que as empresas (e outras organizações) reconheceram o direito dos seus trabalhadores terem uma quantidade de faltas por ano abonadas por diversas razões. Com esta atitude, não apenas reconhecem que seus funcionários necessitam ser compreendidos como cidadãos e pais, que possuem por isso toda uma gama de responsabilidades para com os seus familiares e a sociedade, mas ainda motivam suas equipes a desenvolverem uma produtividade tal capaz de manter os ritmos e prazos ajustados.
Conheço grandes bancos que abonam até cinco ausências por ano (algo como 2% dos dias úteis trabalhados), empresas de prestação de serviços com até três faltas e por aí vai. Este tipo de prática não deixa de seu um salário indireto, uma vez que em tais casos não há qualquer tipo de desconto dos proventos dos seus empregados.
Pois bem, num tempo em que falamos de avançar nestas questões usando a criatividade e os projetos estratégicos de cada um, os jornais de hoje noticiam um triste retrocesso (além de péssimo exemplo): a Câmara Federal abona até 85% das ausências de seus ocupantes por ano! Isto não possui um limite quantificável ou projetável, mas possui um custo! E este último sai do seu e do meu, do nosso bolso, através de impostos, contribuições e demais tarifas que o Governo é proeminente em criar e impor.
Se é duro pagar pela ineficiência e incompetência da gestão pública, chega a ser deprimente encontrarmos uma postura irresponsável desta natureza, num órgão que tem como maior missão legislar em nome do povo que o escolheu.
Para Legislar é preciso debater, pesquisar e defender em plenária opiniões e posicionamentos técnico-forenses. Para debater é preciso estar presente ao trabalho, nos horários e dias estabelecidos pela Lei, como o faz qualquer trabalhador que deseja receber seu salário.
Quem não trabalha não come, já o dizia um dos seguidores de Cristo (Paulo). Ora, porque quem não trabalha na Câmara, ganha?
Nenhum comentário:
Postar um comentário