15 de nov. de 2009

A RESILIÊNCIA E O GESTOR

Boa Tarde!

As consultorias e os especialistas em gestão descobriram (ou melhor, importaram) um novo conceito a ser explorado pelas empresas: a resiliência profissional. Ela tem a ver com a capacidade pessoal de se renovar, refundar sua atuação sobre os princípios, valores e atitudes que formam uma pessoa, nos piores momentos de adversidade, provações e dificuldades pessoais e profissionais.
Ser resiliente é redescobrir-se nos momentos mais agudos de crise, jamais se entregando ao desespero, desistindo daquilo em que se acredita ou duvidando-se das verdades que formam o caráter do ser humano e, principalmente para eles, do gestor profissional.
Portanto, descobriram nossos estudiosos da gestão de pessoas, que não basta oferecer resistência aos momentos de dificuldade pelos quais todos os executivos passam, já passaram ou irão passar. É preciso saber reencontrar nas adversidades os fundamentos de uma carreira de sucesso que, de repente, parece não ter mais para onde se dirigir.
As decepções são alimentos perenes das frustrações. E estas últimas, em geral, retiram dos gestores o combustível da perseverança, da firmeza de propósitos, do compromisso com o testemunho pessoal e profissional, estes todos grandes referenciais motivacionais para as equipes que lideramos.
Não existe caminho para a liderança ou gestão de equipes que não seja atravessado pelas duras veredas das decepções. São pessoas que se mostram diferentes aos discursos que proferiam, outras que disputam a qualquer preço (e em geral sem nenhuma ética) os postos de comando que ocupamos, ou mesmo àquelas a quem nós, pela miopia que o poder causa, ou pelo egoísmo que ele invoca, fomos nós que as decepcionamos!
Viver a liderança pela resiliência é não se deixar dominar pela situação de que “nada mais há que eu possa fazer!” Errado! Sempre há uma porta que não foi aberta, ou um caminho que se mantém inexplorado, ou um recurso que foi mal utilizado!
Sempre há uma saída se a nossa busca se pauta em valores e princípios éticos e morais. Se não estamos isolando as pessoas, ou cerceando-lhes o crescimento pessoal e coletivo, sejam quais forem as organizações nas quais atuamos.
Sempre seremos capazes de descobrir, pela resiliência, a inesgotável capacidade criativa e de ação que a natureza e a criação, divinamente, nos legaram.
Ser gestor profissional requer compromisso com os objetivos da nossa organização, ter em mente a empregabilidade para nos conduzir na capacitação que promove resultados corporativos e, especialmente, ser resiliente.

Nenhum comentário: