22 de nov. de 2009

NOVOS RUMOS

Boa Noite!

A compra da MEDIAL pela AMIL não deveria provocar em nenhum dos executivos que militam no Setor de Saúde Suplementar duas reações:
PRIMEIRO, uma surpresa. As diversas tratativas e conversas de bastidores já apontavam a venda da MEDIAL desde que a sucessiva troca de executivos da área de saúde por outros de mercados completamente distintos mostrou, ou deixou no ar sinais de que tais medidas estavam longe de uma profissionalização declarada: eram intervenções extremadas para se tentar buscar uma rentabilidade perdida. A MEDIAL sucumbiu às reformas da ANS, em especial àquelas que nada asseguram aos participantes e clientes do setor. Estão destinadas a incentivar e promover uma concentração mal planejada, mal direcionada, mal avaliada e, claro, mal executada.
A Agência pretende dar aos clientes uma dúzia de operadoras que ofereçam produtos acima de qualquer idéia atual. Mas, para isso, força a quebra das operadoras exclusivamente pelo foco financeiro, ou seja aquele da racionalização, da restrição do acesso, da manipulação das necessidades de saúde.
Estamos caminhando rapidamente para um sistema de exclusão sob uma forte campanha de qualificação. Pena que somente saberemos o tamnho do estrago quando ele tiver chegado ao seu clímax: a destruição da concorrência e da multiplicidade de opções na Saúde Suplementar. E disso advém a SEGUNDA reação que não podemos ter: a ilusão de que a agência está atuando de forma imparcial. Não conseguimos encontrar indícios disto.
Onde está a propalada defesa do Modelo de Saúde da Atenção Primária, adotado pelo SUS e bandeira de tantas campanhas eleitorais dos atuais governantes?
Onde se escondeu a defesa dos modelos coletivos, e não dos financiamentos exclusivamente privados e financeiros, tão firmemente efetuado quando a agência ainda não possuia suas centenas de funcionários?
Onde está a agência que regula o mercado a partir da Lei Democrática e não das criações que efetua, numa sistemática que replica as sociedades de exceção existentes em toda a história da humanidade?
Daqui a trinta dias, prazo final para o CADE e a ANS ratificarem (ou não, alguém acredita?) o negócio, o mercado adotará novos rumos.Pena que talvez nenhum daqueles que acreditavam num setor mais voltado para a inclusão e melhoria do modelo vá conseguir identificar quais são!
Os executivos da AMIL estão fazendo o seu papel, com a competência de sempre. Os proprietários da MEDIAL irão desembolsar um montante expressivo e justo pelo negócio. O resto do mercado...

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