Bom Dia!
Quantas vezes, no início de sua carreira, o gestor se depara com uma situação para a qual, segundo sua primeira avaliação, não consegue encontrar uma alternativa? Não consigo pensar em momento mais angustiante em toda minha curta vida gerencial, que no próximo ano completará dezenove anos, do que tal instante.
Parece que toda a nossa segurança, os manuais e livros lidos e relidos, as assertivas e os jargões já não fazem mais nenhum sentido, de nada servem. Falta-nos o ar que o gestor respira: o sucesso. Sobram as dúvidas, as incertezas, as dúvidas sobre nosso futuro, nosso nome, nossa credibilidade.
Este é um momento de inflexão na vida de um executivo.
Dois caminhos apenas surgirão:
UM, aquele escolhido pelos vitoriosos. Sofrer com o problema gerado, pensando e refletindo sobre cada etapa que o fez tornar-se concreto, até que o cérebro levado ao extremo do pensar, concatene a solução adequada. Óbvio que ouvir outros administradores mais experientes, debater soluções técnicas com sua equipe e, principalmente, ter a coragem de assumir suas responsabilidades na questão, ajudarão o gestor de sucesso a optar pelo caminho da verdade, da transparência, do encarar os desafios para aprender como superá-los (ou contorná-los).
O outro caminho é o da perdição: esconder os problemas, empurrando-os com a barriga (ou com a caneta, ou com a covardia), para debaixo de um invisível tapete chamado incompetência gerencial. Deixar para lá ou fazer de conta que não é com ele não são posturas gerenciais, são atos de idiotas travestidos de gestores e dotados (ao menos por um tempo) com o poder que o cargo traz. Não assumindo sua responsabilidade, este pseudo gestor perde a legitimidade e respeito de sua equipe, a credibilidade dos seus superiores e o espaço mercadológico que apenas os executivos assertivos, transparentes e corajosos possuirão.
Não se deve jogar os problemas para baixo do tapete. O montinho que surge desta atitude não derrubará apenas os subordinados, mas sim a própria empresa. Ao ser descoberto, o problema que foi covardemente adiado será fator denegridor do ocupante do cargo gerencial e causa certa do seu afastamento da empresa que nele tanto confiou.
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