Bom Dia!
O polêmico texto do novo Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), que desde sua pomposa e festiva festa de lançamento em 21 de dezembro de 2009, pelo próprio Presidente da República, vem causando estremecimentos entre militares e juristas, não se encerra nesta única questão.
Além de estabelecer a reabertura de processos encerrados com a Anistia, ou o que é pior, a instauração de processos após os prazos prescricionais quebrando a ordem do estado de Direito (sejam quem forem seus beneficiários esta é a Lei que assegura o Estado Democrático de Direito), o PNDH traz outras “novidades”.
Por exemplo: para o Governo Federal, a democracia exige que sejam retirados de todos os espaços públicos, escolas e similares quaisquer objetos de “culto religioso”, por afetarem e atacarem (sic) direitos de outrem.
Segundo o Governo, assim, os crucifixos que representam para todos os cristãos um gesto de amor e dedicação máximo do Filho de Deus para com os sers humanos, transformaram-se, para os ideólogos do referido plano, um gesto de desrespeito e afronta aos não-cristãos.
O absurdo é tamanho e replica, apenas, os movimentos realizados em alguns países europeus que, além de equivocados, possuem finalidade de atacar lideranças cristãs em campanhas contra o crime do aborto. Não é diferente por aqui.
Ao se proibir e mandar arrancar de uma parede um símbolo de amor (e não de adoração como alguns desinformados podem alegar), por estar em uma repartição pública, ou seja, um ambiente de uso coletivo do povo, o Governo não assegura a igualdade de crenças e sim a soberania do desamor.
De fato, a nossa sociedade não sabe mais, ou melhor, não quer mais saber de amar. A mídia (e agora o governo) não promove campanhas de amor ao próximo. Os gestos desta natureza são tão anunciados e arquitetados com vistas ao IBOPE que chegam em muitos casos a beirar o rídiculo, expondo pessoas carentes a todos os tipos de sujeição daqueles que somente têm direito ao pedido.
Não sou contra que se façam campanhas e doações. Nem desejo que tantos apresentadores que ‘descobriram’ o valor da caridade televisionada deixem de fazê-lo. Gostaria apenas que tais gestos fossem organizados para que a educação do povo pela solidariedade e para o olhar sobre os que mais precisam ficasse mais latente e lembrada do que a ‘bondade’ deste ou daquele apresentador.
Mas, num país que a caridade permanece apenas se aumentar o IBOPE, como posso eu estar exigindo que o Governo entenda a cruz como um símbolo de amor? Como (e para quem) pedir que as crianças não sejam privadas de olhar e pensar a respeito deste símbolo que, anos depois, nós, adultos ‘racionais’ e ‘experientes’ esquecemos de colocar à frente de nossas vidas, atitudes e decisões?
Sabem, eu não concordo com a retirada dos crucifixos. E pretendo desobedecê-la na maior amplitude possível. Mas eu entendo que um país que estabelece como sua prioridade escolher quem vai ser eliminado de um ‘BBB’ tenha realmente esquecido o que é amar ao próximo. E quem governa um país de esquecidos também não tem obrigação de lembrar-se disto...
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