7 de jan. de 2010

A PRESSA É INIMIGA DO PROFISSIONALISMO

Bom Dia!


Meus filhos tem pressa. Os meus amigos e conhecidos também me dizem que os filhos deles sofrem desta mesma e ansiosa pressa. Alguns apressados me dirão que é uma característica da juventude querer mudanças, querer novos tempos, melhores e mais justos. Mas ter pressa não significa mudar, Nem para dentro e, assim, tampouco para o ambienbte social onde se está inserido. A mudança requer um tempo de maturação que, se por um lado não pode ser generalizado pelas especificidades de cada um de nós, seres humanos, também não poderá, por outro lado estar associado à queima de etapas,
Porém, a pressa da juventude de hoje não está associada às mudanças, e é isto que me preocupa enormemente: ela se associa à frenética busca de poder.
O jovem aprendiz quer começar hoje e amanhã já superar (e descartar) seu mestre. O jovem funcionário quer tomar posse hoje em sua função (às vezes a primeira de sua carreira profissional) e amanhã já quer o cargo de gerente (ou mesmo diretor), em especial para demitir seus chefes atuais, incapazes de aceitar todas as suas idéias, na forma, tempo e celeridade que julgam ser as verdades absolutas. Aliás, os jovens nem sequer conhecem as empresas onde começam a trabalhar, ou mesmo tiveram tempo para se apropriarem da cultura organizacional e já se acham, ou sentem-se frustrados por não serem os seus altos executivos!
Não querem saber de maturação, ou amadurecimento profissional, ou adquirir a sabedoria que somente o tempo é capaz de dar. São iniciantes que desejam começar suas carreiras pelo topo da pirâmide de cargos das suas empresas, como se ganância e ansiedade fossem sinônimos de sucesso e acertos decisórios.
Os jovens esqueceram das boas maneiras, apesar da árdua luta de seus pais e mentores para mostrar-lhes que o verdadeiro mercado é aquele que conjuga respeito aos conceitos de ética e transparência em todas as direções.
A mídia ensina-lhes egoísmo, o viver aqui e agora e danem-se os demais que estão ao seu redor. Mas, o que se vê nos dias atuais? Jovens felizes? Jovens executivos realizados? Estagiários que vislumbram futuros promissores? É isso que encontramos?

A velocidade da Informação mudou e, é óbvio, o tempo de amadurecimento profissional e do encarreiramento organizacional encolheram. Até aí nada que uma mudança de geração não explique e absorva. Porém, estão transformando as funções administrativas e gerenciais em degraus do poder. E associando o poder ao TER e ao DIFERENCIAL existencial. São mentiras e equívocos que se esvaziam sozinhos, mas que arrastam para os abismos onde se refugiam os jovens e demais esperanças do nosso mercado (e dos nossos círculos pessoais).
Saber amadurecer é um dos requisitos do gestor de sucesso: nem tão devagar que se pare e nem tão rápido que se perca pelo cansaço e falta de temperança. Não podemos fugir deste difícil papel, sob pena de não termos seguimento aos revolucionários avanços que a concepção e prática gerencial vivenciaram em especial nesta primeira década do Século XXI.

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