11 de fev. de 2010

ANTECIPAÇÃO TERAPÊUTICA DO PARTO: A SOLUÇÃO FINAL DO ABORTO?

Boa Noite!


Quando os adeptos do nazismo assumiram o poder, preocuparam-se de imediato em tomar para si as rédeas da mídia em toda a Alemanha, condição essencial à implantação dos seus programas de exclusão, perseguição e exterminação das populações consideradas sub-raças. Embora todos os que a eles se opuseram tenham sofrido, os asseclas de Hitler notabilizaram-se em castigar e assassinar os judeus, apenas pelo fato de serem integrantes de uma raça. Ao judeu não foi permitido falar. Tampouco defender-se. Em nome dos interesses maiores do VOLK (povo), adotaram-se decisões técnicas (sic) que resguardassem o avanço e as melhorias (sic) que adviriam das Leis Raciais de Nuremberg (1935).
Mas, mesmo os nazistas, tinham receio de que termos que denotassem a verdade do que iriam fazer atraíssem pessoas de boa vontade, ou ainda os ‘mornos’, aqueles que formam suas opiniões muito mais em função do que se está escrito, do vernáculo em si, do que avaliando a agressividade ou injustiça contidas numa questão. Por isso, reunidos em Wansee (1941), organizaram de forma gerencial e sistematizada, atentando para os padrões ‘técnicos’ necessários, o expurgo total e geral do povo judeu, através da “Solução Final”. Este eufemismo procurava amenizar o assassinato contínuo e promovido nos ouvidos de uma população que não queria ou não podia saber da verdade por trás das palavras. Inexistia a rede mundial de computadores e TODOS os órgãos de informação estavam sujeitos ao Estado. Enfim, uma ditadura cruel e com mãos sujas de sangue.
O quadro acima é aquele que me ocorre a cada vez que escuto o Ministério da Saúde falar, bem como os parlamentares eleitos e que defendem, sobre o projeto da “Antecipação Terapêutica do Parto”. Este eufemismo quer dizer o aborto legalizado em nosso país. Ele pretende retirar a voz de todos os fetos, que já não possuem o direito à vida e são assemelhados a ‘coisas descartáveis’, dando às mães o livre e absurdo direito de escolher quem vai morrer.
Não precisamos falar da natureza divina da vida. Basta examinarmos os requisitos de uma democracia e constataremos que o direito à vida, desde sua concepção, é princípio basilar de uma sociedade que se diz igualitária e solidária. Embriões e Fetos não são coisas, mas vidas que pulsam e necessitam, por ainda não terem voz, da intransigente defesa de seus interesses por parte dos demais cidadãos. Deixar que sejam exterminados, em nome da ciência (sic), dos avanços (sic) ou das liberdades femininas (sic) é não querer saber da verdade e, assim, ser coniventes com mais um extermínio de crianças.
Não é este o mundo justo e de oportunidades iguais que tanto se apregoa. Não vejo avanço em se repetir um massacre contra seres que não podem falar, mas que vivem e merecem viver. Precisamos de gestos concretos, como bem o dizem os defensores do movimento Brasil Sem Aborto (www.brasilsemaborto.com.br), precisamos de vozes corajosas, precisamos de corações capazes de se colocarem no lugar daqueles que mesmo tendo um coração não são lembrados pelos donos do poder.

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