2 de fev. de 2010

MAIS PÍLULA, MAS E A SAÚDE?

Boa Noite!


O mercado farmacêutico, assim compreendido o consumo de todas as drogas autorizadas num determinado país, irá crescer no Brasil entre 2010 e 2013 exatamente o dobro da taxa de crescimento prevista para o Mundo! Ou seja, para todos os brasileiros, consumir fármacos é algo rotineiro e definitivamente incorporado aos hábitos de consumo, mas e a Saúde?

Quanto mais se fala, produzem-se discursos e apresentações sofisticadas acerca das ações de promoção e prevenção em saúde, tanto mais são ingeridas cápsulas e comprimidos que mais parecem pílulas mágicas capazes de nos trazer (além de seus efeitos colaterais e reações adversas, das quais não se separa) uma agradável e irresistível sensação de proteção! Mas, isto quer dizer saúde?

Prevenir, para nossa população, parece ter sido atrelado de forma definitiva a consumir as drogas farmacêuticas autorizadas. É um processo de aculturação que ganhou vida própria e foge das sérias intervenções que resistem aos modismos. Ao menos esta é a única explicação possível que encontro (e também livre de ameaças judiciais).

Nos próximos três anos galgaremos mais uma posição dentre os países consumidores de remédios, alcançando uma nada modesta 8ª. posição que muito alegra e engrandece as indústrias farmacêuticas, isso sem que contar que surpresas sempre podem acontecer neste campo de consumo de fármacos! Quem sabe subamos mais? Mas, e a saúde estará também nesta impressionante curva ascendente?

Bom, não devia ser surpresa para mim.

Um país que tem em suas farmácias gôndolas de supermercado; onde remédios são organizados como se fossem produtos de fácil e tranquilo acesso, como se fossem itens inocentes e isentos de riscos. Um país que aprova leis para regularizar a oferta de remédios, apenas para vê-las serem ignoradas e não fiscalizadas, não cumpridas e não respeitadas, afinal o que poderíamos esperar? Consumo e não prevenção, é isso que poderíamos esperar e o que acontece.

Mais remédios necessitam de mais doenças. Mas, e a saúde hein?

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