Boa Tarde!
A RTP portuguesa informa hoje à tarde que o governo português resolveu criar uma Central de Compras para as Ilhas Açores, voltadas ao processo de aquisição de todos os materiais advindos de fornecedores e que sejam necessários aos postos de atendimento do Sistema de Saúde dos nossos patrícios. Com isto espera aliviar os locais de atendimento, "liberando-os" de todas as atividades que não sejam voltadas ao atendimento dos seus usuários e pacientes.
Bela teoria! Não é inusitada e nem moderna, mas sempre desperta aqui e acolá adeptos que aproveitam o ensejo para dar aquele corte nas estruturas e produzir assim uma bela economia... de nada! Sim porque o percentual de despesas administrativas, que envolvem as compras e aquisições destes materiais, no pior dos mundos chega a 18% deixando mais de 80% das despesas voltadas para a atividade-fim de um sistema de saúde.
Dentro em pouco estaremos com notícias de falta de material, tanto básico como de apoio, para os atendimentos, ou economia de nada feita às custas da qualidade do atendimento e por aí vai. Não é praga, simplesmente é assim que terminam estes idiotas discursos voltados a atacar não o problema central, mas sim aquelas estruturas que dão uma "economia de imediato", ainda que destrambelhem os sistemas logo em seguida.
Como dizia o ilustre Rui Barbosa, chega a doer de tanta bobagem...
Ajustar os processos-meio em quaisquer setores é sempre uma necessidade, em especial num momento histórico no qual os tempos e as mudanças acontecem quase que hora após hora. Fazê-los estratégias que consolidem e aprimorem os resultados é o principal desafio dos estudiosos e gestores profissionais que atuam no campo da Logística. Nunca foi tão necessário estar na quantidade certa, no tempo certo e na hora desejada pelo CLIENTE. Sim, pelo nosso cliente e não pelo teórico de plantão, ou pelo fiscal das normas internas, ou pelo xerife da controladoria ou por qualquer outra criatura que normatiza tanto que esquece de dar resultado.
O meio e o fim são gêmeos, não univitelinos, mas assemelhados quando olhamos para eles com a lógica do resultados sistêmico. Quando dissociados, ou viram tema de intervenções que não darão certo, como esta que comentamos acima, ou transformam o meio num fim... da picada!
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