14 de mar. de 2010

DORES PASSAGEIRAS

Boa Noite!

Como é frustrante para todos aqueles que não buscam glória pessoal, ou destaque individual, que abrem mão de seu amor-próprio, de suas mágoas antigas e por vezes mal curadas, enfim de tudo aquilo que aprisiona tantas carreiras na mediocridade, para buscar o bem comum, serem testemunhas de que, no final da primeira década do Século XXI, nunca esteve tão forte o prestígio e o poder dos medíocres.
Não mais se valoriza o saber. Em troca da fama vale tudo, até se expor em horário nobre uma coleção de seres frustrados, mal resolvidos e que chegam à beira de uma caricatura de si mesmos no afã de se alcançar uma momentânea e passageira admiração.
Não mais se valoriza a retidão. Incentiva-se a omissão recompensada, aquela que premia os mais rápidos nas bajulações ou na concordância com o que é incorreto, falso, superado. Procura-se agradar aos detentores de poder, copiar-lhes o estilo pessoal, ainda que seja o de um bufão numa corte poderosa. Ser um palhaço bem recompensado com as sobras que cai da mesa real parece ter ocupado o lugar da dignidade humana, aquela que exige que seres criados pelo poder divino para receberem da natureza o melhor, sejam tratados com tal por aqueles que hoje dominam os recursos materiais e monetários deste mundo finito.
Não mais se aceitam a experiência e a vivência dos mais velhos. São tratados como restolhos de uma sociedade que não mais acompanha a 'velocidade' de tempos tão modernos (sic). Incentiva-se que homens e mulheres de cabelos brancos tentem copiar posturas e formas de agir ridículas, desconectadas dos seus momentos e que lhes expões a situações no mínimo constangedoras. Estar idoso parece ter se transformado numa pena, agravada pelo criminoso fato de que os idosos continuam a pensar (e bem).
O mundo quer que as pessoas de bem desistam. Ele quer que elas deixem para trás seus valores, os princípios que as tornaram vencedoras, não por uma quantidade de coisas possuídas, que sejam capazes de serem valoradas e medidas. Mas vencedoras pelas coisas imateriais que solidamente formaram em suas vidas, no maior dos depósitos da bondade humana: um coração capaz de amar.
Ser bom, fazer o bem. Eis a fórmula mágica, talvez considerada superada por tantas celebridades de trinta segundos. Talvez desprezada por tantos poderosos de oito anos. Mas com certeza presente nos lábios de todos aqueles que já superaram a fase dos testes, e que hoje nos demonstram a certeza do caminho do bem e da honestidade.
Seja bom. Faça o bem. Reze pelos maus. O resto? Virá por acréscimo, somente isto importa, nada mais.

Nenhum comentário: