21 de abr. de 2010

HERÓIS FORTES, PAÍSES FRACOS

Bom Dia!


Neste momento em que nosso país relembra o sacrifício de Tiradentes em prol de nossa independência, em conjunto com seus companheiros de conspiração, pego-me imaginando acerca de tamanha ânsia dos nossos tempos em fabricar heróis, a qualquer preço. Lembro-me do Sr. Bush Filho clamando aos americanos que eles deveriam ser os novos heróis contra o terrorismo, e para isso não se furtou em fabricar uma guerra que, à exceção da indústria americana de armamento, somente trouxe prejuízos para s duas nações, suas populações, seus soldados e a paz mundial.

Os países não deveriam precisar de heróis. Em geral são pessoas de boa intenção, determinados a agir em prol daquilo que acreditam e que, uma vez mortos, fazem tanta falta como exemplo e liderança, que nem mesmo seus exemplos conseguem produzir pessoas do mesmo quilate. Que mais nos deixam os heróis além de uma recordação que, ano após ano, vai sendo cada vez menos lembrada como testemunho e mais desejada como um possível feriadão. Poucas das pessoas que conheço refletem sobre o amor à Pátria e a coragem de Tiradentes. Em geral estão mais preocupadas em saber qual o dia da semana que cairá o feriado, para analisarem se é possível ‘enforcar’, não mais o bravo inconfidente, e sim o dia de trabalho imediatamente posterior.

É triste um país viver do seu passado, mesmo que nele exista uma grande galeria de heróis. Países devem viver o futuro, assegurando aos seus cidadãos, em especial os mais carentes o dia de hoje. O que é o futuro senão asseguramos aos mais pobres o dia de hoje? Será que dedicaremos a eles, quando desaparecerem engolidos pela lava de nosso egoísmo, apenas mais um feriado? Como seria bom que para eles, nós fossemos os heróis que, com coragem e ousadia, inovamos em tudo o que fazemos, desde nossas escolhas políticas, até nossas prioridades de vida profissional e pessoal.

Prefiro líderes comprometidos e atuantes, que não queiram sob o pretexto de imprimir suas marcas às organizações, impor suas idéias brilhantes, mas que estejam ao lado de suas equipes quanto à importância e participação na construção dos resultados, dando-lhes exemplos e testemunhos, por estarem vivos e combativos nas suas organizações. Heróis servem de modelo para bustos e de nomes para espaços públicos. Aliás, apenas por pouco tempo os habitantes destas ruas sabem quem foi o homenageado. Menos ainda, o porque e se ele foi, efetivamente, um herói.

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