15 de abr. de 2010

PENSAR-SE GESTOR

Boa Noite!

Ainda hoje me surpreendem as situações que encontro de pessoas possuidoras de considerável bagagem de conhecimento, boa cultura geral, postura que nos chama atenção, mas que apesar disto tudo não se colocam e nem querem sentir-se ou pensar, ou agir como gestores.
São pessoas que desenvolveram um discurso bastante contraditório e bem carregado de forte teor de acomodação, para as quais a arzão delas estarem onde estão, marcando passo ou sem ascenderem a cargos mais estratégicos é culpa da própria organização na qual permanecem.
Terceirizam as suas responsabilidades ou a falta de "TONUS", assim entendido o não uso da VONTADE que associada ao conhecimento devem produzir resultados. A competência é o conhecimento usado em prol dos resultados almejados pelas organizações, e independe se falamos da maior empresa do país ou da associação sem fins lucrativos ali do bairro.
A competência faz o projeto estratégico tornar-se algo mensurável e, assim, elemento construtor do futuro almejado. A vontade faz com que o conhecimento se torne irrequieto e busque trilhar o caminho da vitória.
Porém, o imobilismo e a acomodação não são as posturas naturais e, dessa forma, geram a necessidade de se construir uma 'desculpa plausível', ao menos para aquele que a usa.
Não basta almejar um cargo estratégico. É preciso trilhar o caminho que nos leva até ele, e isto deve ser feito pelo desenvolvimento de uma competência técnica além do pensar estratégico. Não basta ser gestor, temos que pensar como tal.
As pessoas definem os salários dos gestores como objeto de seu desejo, mas esquecem de colocar a formação e competência como as ferramentas necessárias para se alcançá-los. Quando se acomodam, e veem seus projetos desapareceram dentre suas mãos, optam por desenvolver desculpas das mais estapafúrdias que se pode pensar. Não seria melhor fugir da acomodação?

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