Bom Dia!
Diversos noticiários nos trouxeram, nas reportagens vespertinas de 22.10, informações acerca do ataque realizado por um travesti a duas enfermeiras de um hospital em Ceilândia - Brasília(DF). Uma delas foi vítima de uma violenta mordida e a outra sofreu ao menos quatro picadas de uma seringa na qual o homossexual havia colhido seu próprio sangue, ele que é portador do vírus HIV.
Ou seja, com a ação ele pretendeu inocular nas duas funcionárias do hospital que pertence à rede SUS, o vírus fatal, razão pela qual deverá responder por dupla tentativa de homicídio. Uso o verbo no condicional porque não sei se ele será denunciado ou se as vítimas serão responsabilizadas pela razão alegada pelo travesti para atacá-las: o atendimento a ele estava demorando 'muito'.
Tenho uma deficiência pessoal e por isso não consigo quantificar o que seja MUITO, POUCO, BASTANTE, ALGUNS e por aí vai. Para mim são conceitos abstratos, subjetivos e que, em virtude destas características, não me dizem nada, não me transmitem nada.
Mas, com demora ou sem demora, é lícito a um homossexual tentar inocular o vírus HIV, destruir as vidas pessoais e profissionais de duas mulheres trabalhadoras talvez para o resto de suas vidas, pelo fato de estar 'demorando' seu atendimento? Baseado em que se chega a tal ponto em nosso país?
A resposta é simples quanto à formulação e complexa quanto á essência.
A agressão repousa no sentimento de impunidade que campeia em nosso país. E especificamente no caso do travesti, no bombardeio e liberalidade que vem assolando o nosso país nestes últimos anos. O exemplo disso mais forte é a passeata gay realizada em São Paulo, em plena Avenida Paulista. É o sexo desenfreado e ao céu aberto, o consumo de drogas lícitas e ilícitas, realizadas de forma oculta aos policiais presentes, mas sempre com a complacência da mídia que, quando quer, tudo vê.
O travesti julgou-se acima de tudo e de todos, pois é exatamente esta a mensagem que vem proliferando os nossos meios de comunicação. Num total desrespeito ao fundamento básico de uma democracia: direitos iguais para todos os cidadãos no pleno exercício de seus direitos constitucionais.
Após o impacto que o crime provocou na imprensa, a vida das duas bravas enfermeiras ficará por conta delas. Sofrerão sozinhas e com suas famílias, sem o apoio do Estado, da mídia, ou do Ministério da Saúde de quem são funcionárias indiretas (pelo SUS). Isto é certo?
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