28 de jul. de 2010

NÃO ÀS DROGAS

Bom Dia!

Vivendo todo o país ainda sob a tragédia de ver um jovem desobedecer diversas leis penais e de trânsito, em especial invadindo uma via que estava fechada à circulação de automóveis, e esta sua atitude irresponsável e criminosa ceifar a vida de outro jovem, pouco se tem percebido os inúmeros discursos oportunistas que invadem a cabeça dos eleitores.
De todas elas, em minha opinião, a mais cruel e covarde é aquela que sob o (falso) pretexto de defesa da liberdade de escolha, apregoa a liberação do uso de drogas, desde que, obviamente, devidamente taxados por impostos e similares.
É cruel porque desconsidera todas as inúmeras tragédias que diariamente invadem os lares e as famílias brasileiras, sem que estas a peçam, com vidas ceifadas por traficantes ou outros drogados. Tantas perdas não são sentidas por se tratarem de pessoas anônimas, a maioria relegadas às classes sociais que não tem acesso à mídia e para as quais, as inconsoláveis lágrimas dos pais e das mães não encontrarão câmeras e nem repórteres solidários e comprometidos que não caiam no esquecimento. São dores que já nascem esquecidas ou solenemente ignoradas pelas autoridades, mídia e demais formadores de opinião.
É covarde porque mente ao apresentar a legalização como uma 'liberdade'. Como pode haver liberdade algo que implicará no final da liberdade para pais e educadores que, dia após dia, sentem em seus corações a dura perda da corrida contra a dependência química em todas as suas formas de ocorrência? Como pode haver liberdade em algo que escraviza? Como pode haver liberdade em algo que assegura, inexoravelmente, a morte aos que consomem? Que raios de liberdade é esta que não vejo, não comprovo e não acredito?
Os políticos, mais uma vez, estão jogando para a mídia. Eles acreditam quase tem certeza, de que para o lado que a mídia pender, a vitória sorrirá. Como ela continua em cima do muro, vale disparar para qualquer lado para atrair-lhe a simpatia.
E as famílias que sofrem a dor que não é retratada, quem as amparará?
E os pais que choram a imensa dor da saudade, causada por violenta ruptura, quem lhes dará consolo?
E os jovens que continuam a ser empurrados para uma liberalidade vazia e descomprometida com a verdade, quem os resgatará?
Não às drogas. E não aos que as apóiam, seja a que título for.

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