Bom Dia!
Com mais investimentos das operadoras de saúde que dominam na atualidade o mercado brasileiro, em suas redes hospitalares, a concentração que vem ocorrendo no país, com ênfase para este segmento ganha uma nova fonte de preocupações. Os planos aderiram à (invertida) lógica do segmento hospitalar de que somente vale a pena investir em leitos de alta complexidade por conta da capacidade de gerar a rentabilidade que eles necessitam em suas empresas.
Quando sabemos que um leito de UTI demanda hoje recursos que variam entre 90 e 100 mil Reais para ser montado, com um prazo de retorno entre 120 e 180 dias e ainda sob a mais intensa das fiscliazações que as operadoras realizam IN LOCO, torna-se no mínimo assustador o que estamos presenciando.
A área hospitalar está elevando para 30 a 40% a quantidade de Leitos de UTI e Semi-Intensiva, em relação ao total de leitos disponíveis, o que significa que qualquer paciente, caso apresente a menor, mais ínfima descompensação, será um potencial candidato a hóspede de alta complexidade.
Isto não faz bem ao paciente, sendo para mim uma grande ilusão para o hospital.
Eles estão fugindo da criatividade e apostando numa inexistente capacidade do setor de saúde suplementar de encontrar novas formas de se re-financiar. Elas, simplesmente, não existem.
Voltar uma poderosa estrutura, equipes bem treinadas, e callibrados volumes de recursos para leitos de alta complexidade é a mesmo coisa que tomar pequenas doses de arsênico a cada dia: não matará de imediato, pode demorar até alguns anos, mas com certeza vai matar o maluco que as ingerir!
Desviar a fonte de rentabilidade maior do hospital para os leitos de UTI e USI é o arsênico que diariamente mais e mais hospitais estão ingerindo. Espero que ao menos o estejam fazendo com consciência suicida: será isto que os levará à morte. O problema é que, num Sistema de Saúde, uma empresa pode até nascer sozinha, mas arrastará muitos em sua morte...
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