19 de set. de 2010

A CRISE QUE FICOU

Bom Dia!




Parece que a crise terminou. Ao menos isso é verdadeiro para uma grande parcela de líderes, políticos e outros formadores de opinião em nosso país. Mas será verdadeiro? Andando pelo velho continente, observando o comércio, a expectativa dos que investem seus capitais no consumo e aqueles que vivem de salários, parece-nos que andamos vivendo em outro país, não apenas em outro continente.

O pessimismo e o receio ainda habitam as belas terras européias. A recuperação da confiança, sempre associado à oferta de empregos e melhoria das condições econômicas definitivamente ainda não retornaram aos mercados europeus.

As empresas buscam o consumidor de todas as formas possíveis, mas o número de lugares em liquidação para encerramento de atividades, ou dispensando empregados para tentar sobreviver e equilibrar suas contas e o medo dos seus cidadãos demonstram as dificuldades e riscos que ainda nos cercam.

A crise ainda não passou. O Brasil deveria prestar mais atenção nisto. Vivemos como se os discursos de nossos candidatos otimistas ou seus oponentes omissos fossem o suficiente para vencermos os desafios que ainda nos rondam.

A política econômica e cambial está nos mantendo bem, mas ela será respeitada pelos próximos governantes? Este equilíbrio assegura empregos e nos mantém relativamente incólumes ao pior efeito da ausência de crédito. Mas e a tentação que sempre ronda a classe política nacional? Será afastada?

Como não estamos debatendo programas e sim discutindo um plebiscito, que provavelmente se encerra já no seu primeiro turno, não recebemos quaisquer compromissos de todos os candidatos. Ou seja, eles estão livre e soltos a seguir o caminho que bem entenderem de enfrentamento e manutenção do nosso STATUS QUO. Esperemos que sigam o melhor. Até porque, até agora, ele é único.

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