9 de set. de 2010

FUNCIONÁRIOS OU EMPRESAS DOENTES?

Bom Dia!



Mudam-se os tempos, mudam-se as relações laborativas. Escutamos tantas vezes esta afirmação, que não conheço o autor, nos mais diversos cursos e treinamentos de gestores, que às vezes pensamos ser mais uma bravata do que verdade corporativa. Por isso, surpreendeu-me o resultado de uma pesquisa efetuada na Inglaterra e que ouviu 750 empresários, na questão do adoecimento dos funcionários.
Ao contrário do que se pensa, o funcionário que realmente adoecido, insiste em trabalhar, com as limitações decorrentes do agravo e com a produtividade prejudicada, não é visto com “bons olhos” por seus patrões.
Para eles, se não há preguiça, há produção. Se ocorre o adoecimento, eles preferem que os seus empregados procurem o médico, façam o repouso justo e retornem com carga total. É óbvio que analisam sob a égide financeira e também econômica. Mas o fato nos deixa algumas lições:

- primeiro: chega de heroísmos! É triste uma nação que constrói sua histórias sobre heróis imolados. Precisamos muito de competência e isto requer união de esforços, lideranças atuantes, vivas e dinâmicas. Não deveria existir idade num mundo corporativo que fosse inteligente. É a vontade, mais a competência que lideram as grandes viradas no mercado.

- segundo: chega de arrastadores de correntes! São tantas desculpas, tantos problemas, que você deixa de estar cuidando de toda a equipe, para dedicar-se a alguém que, muitas vezes, não se deixa ajudar. Quem precisa de ajuda, se deixa ajudar. Comportamentos infantis podem fazer sucesso em peças teatrais (para crianças), não em organizações, sejam elas quais forem.

- terceiro: ambientes de trabalho são adoecedores, em sua grande maioria. Se você já está com baixa imunidade, fragilizado, debilitado organicamente, o que vai fazer ali? Duas opções apenas: piorar seu estado ou contaminar o estado dos seus colegas! Isto não é bem heroísmo...

Talvez a insistência em trabalhar doentes esteja associada à falta de compreensão de nossa parte sobre empregabilidade. Não somos escravos de uma empresa, nem podemos nos colocar como dependentes dela. Devemos ser profissionais qualificados, competentes e dedicados, prestando serviços a uma organização que, por tudo o que fazemos e obtemos, remunera-nos de acordo com o mercado e, óbvio, a sua capacidade financeira. Não há favores, nem imposições. Construímos a estrada de nossa carreira dentro de princípios éticos, com o respeito a todos, mas sempre primando pela transparência, firmeza e oferecimento de resultados agregadores de valor a nossa organização.

Menos heroísmo, mais competência. Talvez seja a maior lição que a pesquisa nos deixa. Ainda que para os empresários, sempre estará presente a questão financeira envolvida.

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