Bom Dia!
Em pesquisa divulgada em 11.10.2010, o DataFolha constatou o crescimento dentre os brasileiros que recusam a legalização da homicida prática do aborto. Eles eram 55% em 1997 e alcançam hoje 71% dos cidadãos ouvidos. Outro segmento de 11% defende que a lei seja mantida, apenas incluindo-se algumas outras situações (legalização parcial) e 7% defende o fim de quaisquer restrições. Existem indecisos sobre a questão num total de 11% dos eleitores ouvidos.
Boa notícia? Em parte.
Primeiro: é ainda lamentável a existência de quase 30% dos cidadãos brasileiros que apóiam o abrandamento da lei, ou mesmo sua revogação. Ou ainda, que não possuem opinião a respeito desta terrível questão.
Segundo: as discussões passaram a ocupar um lugar central em virtude das eleições presidenciais. Ora, e a questão central da VIDA, não deveria ser o mote a puxar uma discussão séria sobre esta questão?
Terceiro: o que é o aborto? Por que se insiste em disfarçá-lo como “direito”, “questão de saúde pública”, ou bobagens similares, não se discutindo o extermínio de crianças numa escala verdadeiramente industrial?
Por isso não dá para se ficar alegre com o resultado. Menos ainda baixar a guarda. É preciso organizar este debate, centrando-o sobre pilares técnicos e que analisem a VIDA como a questão maior a ser defendida.
Nem fanatismo, nem irresponsabilidade. O equilíbrio sempre tem que ser a característica maior dos defensores da vida humana. Esta vida que recebemos como um presente impagável do Criador, como expressão direta de um ato de amor, não pode ter sua dimensão reduzida ao cordel de bobagens que tem sido usado pela mídia para apresentar a questão da descriminalização.
O aborto não inclui direitos. Ele exclui vidas. E isso basta para que todos os defensores reais da vida se unam, solidária e inseparavelmente, acima de toda e qualquer outra discordância, num movimento perene contra sua introdução no Brasil, simultaneamente ao esclarecimento, educação e melhoria da saúde pública para as mulheres.
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