17 de nov. de 2010

DIVIDIR O CAOS

Bom Dia!

Ser gestor de um processo que está rodando bem azeitado é fácil. Basta não atrapalhar.
Ser gestor de uma equipe madura e profissional é fácil. Basta não ficar na frente do time, criando obstáculos aos resultados. Moleza.
Ser gestor de empresas e áreas que funcionam com foco nas metas estratégicas e agregando valor aos clientes é fácil. Basta não virar um filósofo de mesa: aquele que acha, acha, acha... até se perder.
O difícil, instigante e que transforma 'meninos em homens' ou 'meninas em mulheres', é administrar processos, times ou empresas onde se instalou o caos.
O caos não tem forma. Tampouco contornos que tornem possível visualizar-se seus objetivos, suas metas. O caos é o caos! Nele inexistem comandos definidos, preocupação com o profissionalismo e o cliente, bem, o cliente é apenas uma mero exercício de retórica.
Além disso, o caos sempre possui uma imensa facilidade de se tornar bem rapidinho uma cultura negativa. Os funcionários não acreditam em mais nada, ou criam de saída uma resistência a quaisquer alterações que se tente implantar.
Mais o pior de tudo é a forte tentação de dividir o caos. Alguns gestores acreditam que quanto mais dividido ou quanto mais se dividir a bagunça encontrada, tornar-se-á mais fácil ordená-la. Terrível engano!
A desorganização não conhece a divisão, só a multiplicação. Ou seja, quanto mais desordenado um processo, mais conduzido de forma sistêmica tem que ser o plano para ajustá-lo.
Quanto mais caótica a situação de uma empresa ou equipe, menos se alcançará resultados pelo seu fatiamento. Uma coisa é você dar foco ao seu negócio, mirar no seu 'business'.
Outra, equivocada, será acreditar que separando o que nunca foi unido conseguir-se-á melhorar o resultado final.
O caos deve ser extinto, não separado. E para isso precisa-se de pulso firme, competência inquestionável e uma imensa, enorme, parcela de sangue próprio jogada ao processo.
Não caia na tentação de dividir a bagunça encontrada. Olhe-a como um processo, expurgue as incoerências, mande os incompetentes e resistentes trabalhar na concorrência e tenha coragem e perseverança de continuar. O resto depende do tempo, o eterno e insubstituível senhor da razão.

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