Bom Dia!
Nestes tempos em que as máquinas definitivamente estão tomando conta do Setor Saúde, assumindo papéis de maior importância do que o conhecimento médico e a atuação técnica das equipes formadas pelos diversos profissionais de saúde, não me surpreende o silêncio que cercou a passagem do Dia Internacional de Combate a Diabetes, celebrado em todo o mundo em 14.11.2010.
A Diabetes é uma doença silenciosa. Traiçoeira. Costuma não emitir sinais muito alarmantes de sua chegada e dos estragos que está produzindo em nosso organismo, até o momento no qual, sofrendo com seus efeitos, o paciente descobre que já é um crônico. Daí em frente, sofrimentos, limitações, reduções dos indicadores de saúde e, claro, da sua qualidade de vida.
A OMS estima que em todo o mundo morre uma pessoa por sequelas e consequências desta infame doença a cada minuto, sendo a quarta maior causa de óbitos que atingem a humanidade. Mas, então porque o silêncio?
Porque a melhor alternativa para tratá-la é a prevenção. Os cuidados com a alimentação, hábitos de vida saudáveis e exercícios regulares são os grandes e efetivos recursos que podem inibi-la ou evitá-la. Não usam máquinas. Nem equipamentos. Por isso, não são valorizados. Não merecem espaços nobres nas televisões. E quando aparecem, ocorrem em frases ditas por médicos que envergam jalecos de hospitais-boutiques, ou aqueles que gastam expressivas verbas em marketing.
Profissionais generalistas, que estão na entrada do sistema dando-lhe efetividade e qualidade não aparecem em telejornais. Afinal, eles são agentes promotores de saúde. A mídia quer os maiores vendedores de euqipamentos e máquinas. Saúde não compra horário na TV.
Não dá para nos surpreendermos com o esquecimento, dá? O duro é que a doença silenciosa vai continuar a atacar. Letal e perigosa, até que tomemos consciência de que a nossa saúde é um direito fundamental nosso, nunca um 'presente' ou 'beneplácito' deste ou daquele vendedor de sonhos que existe por aí...
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