30 de nov. de 2010

SíFiLIS: O MAL SILENCIOSO

Boa Noite!

O Ministério da Saúde chama a todos os setores responsáveis e envolvidos direta ou indiretamente com a Saúde Coletiva a ampliarem suas ações em educação e promoção no combate à Sífilis Congênita. Ela decorre da transmissão que é feita ao feto pela genitora, portadora deste traiçoeiro e terrível agravo. Estimam, nossos gestores estratégicos de saúde, que cerca de 2% de TODAS as mulheres gestantes do país possuem atualmente a bactéria TREPONEMA PALLIDUM que ocasiona 40% de mortes em tais gestações. Dos 60% sobreviventes, cerca de 25% irão morrer com poucos meses de vida e os demais serão portadores da doença o restante de suas vidas.
Não se sabe ao certo, ou ao menos com aceitação plena, a origem desta bactéria. Uns atestam que existia na Europa e foi exportada pelas navegações, mas que era mal detectada pelos médicos do velho continente. Outros dizem que é uma doença tropical e que foi levada pelos invasores para a Europa através dos estupros e relações sexuais que tinham com as indígenas. Não importa. O fato é que esta assassina silenciosa continua a ceifar vidas inocentes em virtude de outras vidas irresponsáveis.
Preocupa-me o fato de que é mais uma doença de forte influência cultural e social.
Quanto mais se procura associar uma total liberdade sexual, onde a troca de parceiros pode ser rotina diária, desde que feita com "precaução", mais proliferam os tristes números de mortes, especialmente entre quem não deu causa ou não assumiu os riscos de tais comportamentos. Refiro-me às crianças, aos recém-nascidos.
Já não é fácil nascer hoje em dia. As mulheres são insufladas a cuidarem de suas carreiras (o que é certo), mas associa-se a isto a falsa idéia de que somente podem fazê-lo abrindo mão de sua vocação natural à maternidade.
Àquelas que engravidam são pressionadas a avaliarem se 'querem' ou não ter os filhos, se foram 'desejados' ou não! E se os inocentes escapam de tudo isto enfrentam agravos terríveis como a sífilis.
Não é à toa que também é chamado de CANCRO (em latim, caranguejo). Como o crustráceo, ela possui tentáculos que atacam a vítima de todos os lados e sempre onde ela menos espera. Talvez sejam ataques cada vez mais invisíveis, que envolvem comportamento e opção de vida e, por isso mesmo, mais letais e complexos.
Por enquanto, vamos usar o espaço que temos para alertar e chamar à responsabilidade aqueles que podem auxiliar nesta luta.

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