1 de dez. de 2010

AIDS NÃO SE PEGA COM SOLIDARIEDADE

Boa Tarde!

Celebra-se hoje o Dia Mundial de Combate à AIDS. Por todo o mundo vão proliferar ações, manifestações e muito espaço na mídia para que as principais lideranças homossexuais ataquem as demais organizações, os ministros de saúde repitam seus slogans e discursos já bastante usados e conhecidos e a mídia queira agradar a todos, omitindo-se das discussões principais. Sim, porque este é o ponto.
Discutir o uso de preservativos, de seringas descartáveis, são efêmeras abordagens sobre os efeitos que mais incidem sobre os números da AIDS. Mas não são suas causas. É óbvio que se alguém que opta por ter uma vida promíscua, pela prostituição por exemplo, usa o preservativo, reduzirá as possibilidades de desenvolver ou transmitir a maioria dos tipos de vírus da AIDS que circula na sociedade. Porém, isto não é prevenção.
Prevenir é adotar ações, comportamentos e cuidados que EVITAM a incidência do vírus. E isto requer, no caso de todas as doenças sexualmente transmissíveis, uma mudança de postura perante o mundo, a retomada da visão moral da sociedade e o novo olhar sobre as distorções que o relativismo trouxe para nossas casas e nossas famílias.
Os pais estão com medo de falar sobre o que é correto, pois não querem ser classificados como retrógrados, antiquados por seus filhos. Com os corações em chama, tentam jogar água sobre a verdade, como se isto fosse acalmar seus medos e suas certezas. É quase como se desistíssemos dos seres a quem tanto amamos nesta vida.
Os professores fogem das discussões que não possam ser chamadas de 'modernas', 'progressistas', porque não querem desagradar às direções estúpidas que ainda encaram as escolas como fonte de produção de autômatos ou papagaios, e não centros formadores de pessoas e cidadãos. Parece que os mestres criaram uma cerca invisível de omissão, que os afaste dos destinos de seus pupilos, como se isto não destruísse suas vocações e criasse um terrível vazio educacional.
Para prevenir a AIDS e outras tantas mazelas que a promiscuidade e o relativismo trouxeram, não podemos ser omissos.
Não é que conseguiremos convencer tantas cabecinhas pensantes. Mas, ao menos, incutiremos nelas a dúvida que pode salvá-las.
Não sou preconceituoso. Nunca o fui. Não recuso e nem deixarei de dar meu abraço, meu carinho e meu apoio aos que possuem o vírus da AIDS. Ela não se transmite pela solidariedade, mas posso dizer que é fruto direto da nossa omissão, quer seja como pai, como cidadão ou como mestre.
Neste dia de combate, que tal se pudéssemos começá-lo pelo expurgo de nossas covardias interiores que nos tornam cegos espirituais?

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