Bom Dia!
Talvez a maior recompensa para um educador, em nível pessoal, seja ouvir, ao término de um treinamento, curso ou capacitação, um dos educandos dizer-lhe: "Que boa surpresa! Não esperava que fosse tão bom!". Não existe remuneração, diploma, foto, enfim, qualquer das recompensas materiais a que faz jus o mestre (das quais nunca deve abrir mão), que gratifique tanto as horas de pesquisa, de produção literária e elaboração do material didático utilizado, como um elogio/reconhecimento desta natureza.
É óbvio que o papel do educador sempre estará associado à formação dos educandos. Nunca no sentido de castrar-lhes as vontades próprias, ou direcionar-lhes as conclusões pessoais. Mas no sentido lato de apresentar-lhes aquelas verdades com as quais necessita lidar, e lhes eram desconhecidas, ou àquelas que não conseguia se aperceber da real grandez possuída.
E para fazê-lo, o educador necessita ser dotado de coragem e argumentação técnica suficiente para iluminar os caminhos até então nebulosos dos educandos, sem nunca interferir nas suas próprias escolhas. O educador verdadeiro mostra como se alcança o caminho e até ajuda o educando a erguer-se do chão do imobilismo ou da superficialidade em que se encontrava. Mas sempre deixará suas mãos livres e seus pés desamarrados para seguir na direção que escolheu.
Portanto, quando conseguimos surpreender nossos educandos, não apenas conseguimos alcançar nossos intentos, mas demonstramo-lhes que a verdadeira sabedoria nunca se esgota. O ser humano mais sábio é aquele que com verdadeira humildade reconhece a contínua necessidade de saber mais, para ser melhor como ser humano. "O conhecimento é um dom da fé", já ensinava o grande Santo Agostinho, fazendo com que cada um de nós educadores, busque dar um melhor testemunho aos seus educandos, e nunca deixando-se aprisionar pela vaidade inócua do conhecimento que acumula dados, mas não muda seus corações.
Como é bom surpreender a quem educamos. Até porque se não percebemos a importância e responsabilidade de nosso papel como educadores, corremos o risco de sermos meros autômatos, cheios de conteúdo e vazios de sabedoria.
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