3 de dez. de 2010

A AIDS E O RELATIVISMO

Bom Dia!


Chega a ser assustador os dados que proliferam em todos os canais de comunicação acerca da AIDS. É mudança de perfil etário dos que soropositivos recém detectados, aliada à mudança de consciência (para pior) das camadas mais jovens, junto com a eterna lentidão das pesquisas voltadas à identificação do mecanismo que aciona o desequilíbrio celular e o surgimento desta perigosa síndrome. O número de infectados aumentou em cerca de 20%, EM RELAÇÃO AO ANO PASSADO, na faixa de 13 a 24 anos e após os 65 anos de idade.

Entretanto, meu maior receio ainda é a relativização de costumes e valores que, silenciosamente, alimenta o aumento da exposição aos fatores de risco de toda a sociedade contemporânea.

Os diversos canais formadores de opinião vêm repetindo, à exaustão e das mais diversificadas formas, a tese de que ser “LIVRE” é não observar mais princípios e valores antigos, criando a sensação de que cada um poderia escrever um código ético e moral próprio, personalizado e ajustado aos interesses individuais de cada um.

Para que ter cuidado, evitar a promiscuidade e a devassidão que são fatores comuns entre diversos contaminados, se uma verdadeira “lavagem cerebral” transformou estes comportamentos decadentes e degradantes em sinônimo de “liberdade”?

O relativismo tem conseguido distorcer princípios que estão atrelados à raça humana, dentre eles o respeito entre pessoas que se amam, transformando relacionamentos em peças descartáveis e dando ao casamento uma função meramente consumista e transitória.

Ora, se por um lado eu desqualifico a base fundamental da sociedade, como posso querer que a grande massa que eu condiciono dessa forma, procure e valorize qualquer tipo de prevenção, comprovadamente eficaz ou não? É, no mínimo, ridículo ver figuras públicas que de um lado se posicionam pelo “liberou geral” num determinado dia, vestirem camisas com “símbolos” de campanhas preventivas para pedir moderação e parcimônia no dia seguinte.

Seria risível, se não fosse trágico, tentar saber que imagem restou fixada no ouvinte: a primeira, na qual o ser humano (homem ou mulher) é incentivado a uma quase bestialidade na satisfação de seus desejos sexuais, sob o pretexto de “modernidade, viver o momento, ser feliz”(sic), ou uma outra imagem, mais séria e sóbria (como são bons nossos atores!) na qual pedem para atentar aos princípios e valores humanos de preservação da raça pela saúde! É triste, muito triste, testemunharmos o silêncio e a omissão de muitos, sob tais questões, com medo de serem tachados de “quadrados, ultrapassados”. Pode-se fixar um rótulo na consciência humana?

A AIDS é um agravo seríssimo, que deve merecer especial atenção dos gestores de saúde em todo o mundo, com ações de inclusão e apoio aos pacientes. Mas sua prevenção requer uma atitude corajosa de se discutir não apenas a marca ou espécie de “camisinha” a ser usada, e sim o comportamento, valores e princípios que esperamos sejam os prevalentes na sociedade humana.

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