30 de dez. de 2010

ÉTICA NAS FINANÇAS

Boa Tarde!


A autoridade máxima dos Católicos, o Papa Bento XVI, assinará na próxima segunda feira (03 de janeiro) um “MOTO PROPRIO” acerca da questão que chamamos aqui no Brasil de lavagem de dinheiro e depósitos ligados ao crime organizado nas instituições financeiras das quais o Vaticano, como Estado independente, participa. Moto próprio, para a Igreja Católica, corresponde a uma Lei ordinária e, assim, sua observância alcança os aspectos eclesiais e penais.

É mais uma ação concreta do líder católico na linha da transparência e da regulamentação que foi objeto de sua última encíclica, na qual conclamou os governos de todo o mundo a promoverem um desenvolvimento e uma organização social centrados no ser humano, servindo-lhe e não dele se servindo. Alguns setores irão criticar mais esta iniciativa de proteção a Ética adotada pelo Papa. Será a crítica pela crítica. Isto porque, para os católicos tal posição feita de livre vontade (é o significado de MOTO PROPRIO) requer a adoção de tal postura em suas vidas pessoal e profissional.

O gesto do Santo Padre atende um apelo do Presidente da Itália para o esforço concentrado contra a corrupção e a manipulação de contas nos grandes bancos italianos pela máfia, pelos terroristas e seus sequazes.

Bem que poderia ser imitado por aqui. Mas não, ao contrário: o Brasil irá alegar sua ‘preocupação’ com a vida do terrorista italiano se for repatriado ao país onde cometeu CRIMES e ASSASSINATOS para dar-lhe, hoje ou amanhã, asilo político.

Será um criminoso com direito de cidadão brasileiro. E a data escolhida é aquela na qual a maioria dos cidadãos brasileiros de verdade estará comemorando as festas de ano novo; assim o impacto será nulo, segundo espera o Governo Brasileiro. Não faltam leis em nosso país. Falta MOTO PROPRIO.

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