Boa Tarde!
A imprensa tem dado destaque, nestes últimos anos, aos incontáveis casos de medicações que geraram mortes e/ou danos irreversíveis aos pacientes que delas se utilizaram, num efeito completamente contrário aos desejos dos que necessitam usar os fármacos. Em muitas situações já comprovadas, para os casos em que não ocorreu o óbito, as seqüelas deixadas são piores do que a própria patologia que motivara o consumo do medicamento, como é o caso do ACCOMPLIA® (pílula vendida para eliminar as gordurinhas da barriga que provocou depressão aguda em diversos pacientes), atualmente suspenso no Brasil, mais de um ano depois do sinal de alerta lançado nos Estados Unidos.
Neste ensejo, fico bastante preocupado com uma omissão que considero grave dos meios de comunicação: a divulgação das possíveis seqüelas deixadas pela famigerada “Pílula do Dia Seguinte”.
Desenvolvida com a pretensa hipótese de ser um método contraceptivo “não abortivo” (SIC), ela está ingressando, sorrateiramente, no rol dos medicamentos que de uso tão amiúde e corriqueiro, acabam adquirindo a fama de que “não fazem mal” aos pacientes ou consumidores (o que é uma nova Lenda Urbana com a qual nos deparamos). Da mesma forma como o imaginário popular cria histórias das mais esdrúxulas para encobrir ou tentar justificar seus individualismos e egoísmos, ela, a sociedade humana resolveu agregar a esta danosa pílula abortivo uma “qualidade” que de fato não possui!
A pílula do dia seguinte é abortiva, ao se utilizar de reações químicas para alterar as paredes do órgão interno feminino e, com isso, impedir a fixação do novo embrião causando sua expulsão forçada da mulher. Com esta alteração decorrente da droga, os mais diversificados efeitos podem surgir, com o agravante de que não serão imediatos, podendo serem tardios e, assim, não tratados adequadamente por não serem associados à causa correta: o aborto provocado por quem ingeriu o medicamento.
Sua venda indiscriminada e efetuada de maneira quase que irresponsável em nosso país irá cobrar, antes que imaginemos o tamanho do problema, os seus terríveis preços à Saúde Coletiva das mulheres que dele fazem uso. E o que é mais assustador: suas maiores consumidoras são as adolescentes de até 18 anos de idade.
Onde iremos parar? E a Imprensa vigilante? Aonde estamos levando nossos jovens?
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