31 de jan. de 2011

300 VERSUS OMUNDO

Bom Dia!


Conta a história, ainda que recheada e preenchida em muitas lacunas pelas lendas, que Xerxes, Imperador da Pérsia e Senhor de todo o mundo conhecido em seu tempo, decidiu concluir a conquista da Grécia (à época formada pelas famosas cidades-estados), de forma definitiva. Para isto armou-se com um exército até então nunca reunido: cerca de DOIS MILHÕES de soldados, além dos marinheiros que compunham a esquadra real, todos liderados por sua guarda pessoal, chamada de “Invencíveis”.

Invadindo a Grécia pelo Peloponeso, chegou ao estreito chamado de Termópilas (Portões de Fogo), onde a única passagem estreita e cercada de formações rochosas e do mar era defendida por 300 espartanos e cerca de 2.000 aliados, liderados pelo Rei Leônidas.

O Imperador Xerxes mandou um emissário alertar aos espartanos de que apenas com a entrega de suas armas teriam suas vidas poupadas, caso contrário seriam passados pelas cítaras persas. O Rei Leônidas, consciente do treinamento de seus homens e da importância histórica que revestia sua missão declarou: “Que venham pegá-las”.

Quando o mensageiro avisou que eram tantos os arqueiros persas que suas flechas, quando lançadas juntas encobririam a luz do sol, um espartano respondeu: “Que bom, lutaremos na penumbra!”. Desolado e surpreso o mensageiro voltou e o ataque começou.

Pensava o Imperador que seriam retidos pelos 300 de Esparta por um dia, ou dois no máximo. Foram mais de SETE dias de lutas, deixando cerca de SESSENTA MIL soldados persas mortos no campo de batalha, quando se venceu, graças a traição de um dos campesinos que vendeu uma passagem secreta pelas montanhas ao Imperador Xerxes, o forte, treinado e unido grupo dos defensores e seu líder.

Porém, estes dias perdidos foram o suficiente para que os gregos se organizassem, reunissem seus exércitos locais e terminassem por rechaçar os ataques subsequentes dos persas causando-lhes a mais vergonhosa derrota que um exército já sofreu.

Mais do que um exemplo de heroísmo patriótico, deveríamos tirar deste episódio o exemplo e ensinamento da união de um grupo bem treinado e liderado pelo testemunho, não por um retórico. Não devemos disseminar e nem permitir as discussões que se transformem em inimizades internas. Divergências sempre existirão em quaisquer grupos, mas conflitos internos enfraquecem as estruturas que sustentam a administração da organização e expõem aos nossos adversários os pontos nos quais, ao sermos atacados, não resistiremos muito tempo.

Os 300 de Esparta já são objeto de livros, filmes e debates em todos os cantos do mundo. Deveríamos imitar-lhes os exemplos não cruentos. Seja no testemunho que devemos dar aos nossos comandados, partilhando com eles da igualdade do acesso às informações, da capacitação constante e das dificuldades ou falta de recursos, seja na valorização e defesa da união de nossa equipe.

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