Bom Dia!
Quanto nos importamos com os nossos “ais”? Chamo assim a todas as situações que já vivemos em nossa vida, onde o desfecho não era desejado, nem almejado ou sonhado por cada um de nós. Quando nossos sonhos viram fumaça, ou os passos tão arduamente projetados e planejados nos levam a canto algum, ou mesmo perdemos pessoas tão queridas que saem abruptamente de nossas vidas, encontramos milhares de motivos para lamúrias e lamentações.
Estes são os nossos “ais”. Choramos pelos cantos aqueles que se foram em detrimento do imenso amor e carinho que recebemos dos que estão vivos e querendo nos amar. Tornamo-nos prisioneiros da ausência, ao invés de celebrarmos e agradecermos a presença destas pessoas iluminadas em nossa vida.
Lamuriamos as oportunidades que não deram em nada, ao invés de agradecermos a experiência que recolhemos fazendo algo acontecer. Não importa se o resultado foi diverso daquilo que almejávamos: nós tentamos, mostramos nossas credenciais, fizemos com que o mundo onde estamos inseridos se tornasse diferente do que já foi antes de nossa intervenção. Qual a amplitude dela? Não importa.
Importa que nós fizemos o que era possível, recolheremos as vivências e seguiremos, mais amadurecidos, rumo ao futuro. Aprendemos com os acertos, mas nos tornamos diferenciados quando fazemos dos erros pontos de inflexão, ao invés de tratá-los como pedras de tropeço, barreiras invisíveis ao nosso caminhar.
Para que viver chorando nossos ‘ais’, quando recebemos tanto nesta vida dos amigos, dos professores e até mesmo daqueles que não nos querem bem? Quantas vezes desejando nos fazer o mal, aqueles que nos perseguem acabam por abrir janelas para nossa vida (pessoal e profissional), que sozinhos talvez jamais tivéssemos conseguido?
Não estou dizendo que é fácil, mas afirmo que é possível. Celebrar a vida e o que ela nos traz, cultivar os amigos independente da quilometragem que nos separe, manter a fé como um farol que guia navios tão frágeis perante as terríveis ondas de uma vida cheia de perdas e de ‘ais’. Sim, se quisermos, nós o conseguiremos!
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