13 de jan. de 2011

O CIGARRO E O SONO

Boa Tarde!

Um estudo publicado pela revista CHEST (http://chestjournal.chestpubs.org/) traz-nos mais uma comprovação dos malefícios do tabagismo, agora na área do sono. Exames de polissonografia, capazes de mensurar o nível de sono que é alcançado pelo paciente que a realiza, efetuados entre 40 fumantes e 40 não fumantes mostram que daqueles que fumam, quase 23% declaram não se sentirem repousados após dormirem. Dentre os não fumantes este percentual é de apenas 5%, esperável tendo em vista as outras situações pré-existentes e que interferem na qualidade do sono de uma pessoa (obesidade, ansiedade, depressão, etc).
Os pesquisadores perceberam pelas análises dos resultados que, aqueles fumantes, não conseguem alcançar o estágio do sono profundo, prejudicados pelo fato de que o primeiro estágio do sono não é alcançado graças ao efeito estimulante provocado pela nicotina.
Já na Filândia (Universidade de Helsinque), foram seguidos por cerca de trinta anos um grupo de fumantes, onde se constatou que o uso do cigarro inibe o sono, tornando-os insones. Por outro lado, ficando mais tempo acordados eles fumam mais o que os torna mais dependentes e forma o círculo vicioso e danoso ao seu estado de saúde.
Também perceberam que a crise de abstinência para os que deixam de fumar tem que ser muito bem acompanhada, pois gera diversas reações e sequelas no sono dos usuários do tabaco. Ou seja, ele afeta a qualidade do sono dos que fumam e, por algum tempo, dos que deixam de fumar.
O cigarro é uma das drogas mais perigosas, letais e lentamente assassinas que se comercializam em todos os países. Por isso, a iniciativa do Governo anterior, ainda não concretizada, de reduzir o espaço de divulgação de marca nas carteiras de cigarro, preenchendo-os com fotografias ainda mais reais sobre os efeitos desta droga, não apenas é louvável como deve ser defendida por todos nós.

Um comentário:

Anônimo disse...

Realmente, o cigarro é uma droga disfarçada.