10 de fev. de 2011

O CHIQUE É A DOENÇA

Boa Noite!

Entrou no calendário nacional de forma definitiva: em janeiro as enchentes provocadas pelas chuvas que TODOS sabem que virão e provocadoras das enxurradas causadas pelo descaso com esgotos, rios e lixo urbano que TODOS sabem ser a merca registrada das gestões públicas de norte a sul deste país.
Também ingressou no calendário de eventos nacionais a epidemia de DENGUE: decorrente da forma festiva e pouco efetiva com que se lidam com ações de promoção à saúde neste país. De norte a sul é conhecido por TODOS a desmobilização dos agentes de saúde, a desestruturação das áreas encarregadas de promoverem a prevenção e os programas de saúde que evitam o adoecimento.
Não é chique contratar agentes de saúde. O que dá status e espaço na mídia são as ações chamadas de "integradoras", ou os mega-eventos tais como a construção de hospitais e outros centros de alta complexidade.
Resolver na saúde não gera manchete de jornal, nem foto, nem entrevista para a vênus platinada. Doença, sim.
Chega a parecer que as autoridades temem não eclodir epidemias, ou recearem uma greve geral dos mosquitos transmissores de enfermidades, pois assim como seriam produtados pelos repórteses? Saúde não vende espaço nos jornais, menos ainda nos programas catastróficos.
Promover saúde não é chique neste país. Chique mesmo é estar num estado grave, mas internado numa butique daquelas que aparecem na novela das oito, ou no jornal mais famoso deste ou daquele canal de televisão.
Chique no Brasil é a doença, ainda que desta ou daquela vez ela cobre um preço alto em vidas humanas. Até quando TODOS nós seremos omissos com esta questão? Tomara que a Presidente Dilma, que tem iniciado o governo com uma sobriedade bastante responsável aporte, rapidinho, nesta área.

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