7 de fev. de 2011

O PASSADO DE CADA UM

Bom Dia!

Vale a pena voltarmos algumas vezes aos locais que construíram nosso passado. Rever antigas ruas, velhos e empoeirados lugares que parecem ter sido congelados dentro do tempo. Aparecem cobertos de poeiras e de lembranças. Fazem com que por alguns instantes ouçamos nossas vozes juvenis e nossos projetos de futuro. Mas servem apenas e tão somente para isto: um velho e bom filme que serviu de base para sermos o que somos, porém ficaram para trás. É no passado que devem permanecer.
Com certeza todos nós já sentimos a sensação de que os lugares, objetos e imóveis de nossa infância encolheram. Víamos a cada um deles de forma tão ampla, tão gigante! E hoje parecem minúsculas partes de algo que não se encaixa bem com nossas prioridades atuais, com os projetos que agora gerenciamos, com a família, com tudo o que somos hoje.
O passado é uma referência, mas não deve jamais tornar-se uma corrente a nos prender neste ou naquele sonho que já se foi. Aprendemos com ele. Vivenciamos seus melhores (e piores) momentos, mas devemos deixá-lo na caixinha de boas lembranças, mesmo quando sofrido.
Se ele não foi fácil, deixou-nos as cicatrizes que nos dão uma pele mais forte, mais endurecida para suportarmos as frustrações e tristezas dos dias atuais.
Se ele foi feliz, deixou-nos os alicerces do carinho e da partilha que deve permanecer para sempre como marcas da nossa responsabilidade para com todos com os quais dividimos nossas horas profissionais ou pessoais.
Se ele foi triste, deixou-nos as lágrimas com as quais fortalecemos nossa alma para vencermos as duras lutas que esperam todo os que buscam a vitória através da honestidade e da competência, num mundo que quer relativizar até mesmo a Ética.
O passado nada mais é do que isto mesmo: algo que passou. Bom, alegre, difícil, fácil, triste ou sei lá de que forma o classifiquemos, ele é apenas o passado. Guardemo-lo num álbum de fotografias para que, ao visualizarmos possamos dar boas gargalhadas com nossas roupas, nossos cabelos, ou nossos trejeitos. Mas com a certeza de que ele jamais se repetirá de novo. E isto é sabedoria de quem nos criou, para que possamos dar valor aos bons momentos que vivemos com os que amamos, e busquemos diminuir os tempos que gastamos com ódios, rancores, raivas, amarguras, lamúrias ou coisas da espécie.

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