Boa Tarde!
Uma pesquisa realizada em nove países (Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Suiça), pelas universidades americanas do Illinois (Northwestern) e do Arizona (Arizona University), procuram discutir novamente a extinção das religiões.
Os psicólogos que conduziram tais trabalhos partem da premissa de que o ser humano busca a religião porque: "necessita pertencer a um grupo; os cultos propiciam a agregação social e o desejo de se conformar em relação à vida, ou a uma pedra, dentre outros motivos mais secundários e menos importantes". Ou seja, para os psicólogos, a religião é um meio para se chegar a um grupo social ou à resignação por uma dor, uma perda. Ela seria, assim, uma panacéia para carências humanas, quase que físicas.
Por isso mesmo, segundo os pesquisadores, países de mais elevada capacidade material, como a Grã-Bretanha, já apresentam "dois terços de sua população definindo-se como não religioso". Tudo isto é usado para a conclusão do estudo: as religiões estão sob risco de extinção.
O tema é interessante, mas não é inédito.
Quando a psicanálise e a psicoterapia avançaram e os primeiros resultados começaram a dar uma maior dignidade e oportunidade aos pacientes mentais, um dos seus maiores representantes - Sigmund Freud - afirmou textualmente que, ao término do Século XX. a religião estaria extinta, desaparecida e não mais seria objeto de manipulação. Isto aconteceria pelo avanço do conhecimento do homem acerca do seu cérebro, das relações e interações que causam os agravos mentais e da capacidade da análise em solucionar todos os nossos problemas existenciais ou nossos conflitos internos.
A afirmação revelou que nem mesmo o Freud se conhece ou é capaz de conhecer a este fantástico e particular produto da criação divina chamado - SER HUMANO. Ao final do século XX as religiões continuam a crescer e o querer descobrir-se, enquanto ser religioso, nunca esteve tão presente.
Então, porque o resultado da pesquisa?
A sociedade mudou seus parâmetros de valoração. Ela tenta incutir em todos nós, especialmente nos mais jovens, uma cultura do descarte, da relativização de TODAS as coisas, inclusive daquelas fundamentais à sobrevivência da espécie humana como é o caso do DIREITO À VIDA. E a psicanálise, que todos devemos reconhecer como necessária em casos específicos, tal como a psicoterapia (de maior aplicabilidade e eficácia), não conseguem fugir dos preconceitos que criaram seus fundadores e perdem, com esta atitude cega e radical, a possibilidade de reconhecerem a vital importância da religião na estabilidade do ser humano e na defesa de uma sociedade humana ética e justa.
Quando se incute o relativismo em tudo, especialmente na Educação de Base, tira-se do jovem quaisquer perspectivas de responsabilidades para consigo mesmo, com os seus próximos, sejam eles familiares, amigos, vizinhos, etc.
É impressionante a hipocrisia de grande parcela da mídia que se choca com um jovem estudante de medicina de São Paulo, que esta semana desferiu oito golpes de faca numa colega de classe, apenas porque a garota não quis namorar com ele. É hipocrisia porque esta mesma mídia instiga todos os jovens em suas reportagens, jornais, programas, novelas, séries e 'reality-shows' e não se importarem com os valores morais, a jogarem no lixo o respeito aos pais e a criticarem os ensinamentos que asseguraram a sobrevivência da espécie humana por milhões de ano, por serem 'arcaicos'.
A pesquisa ignora o que tem sido feito com os pacientes mentais em todo o mundo, também no Brasil, onde estão cada vez mais segregados e descartados do mercado de trabalho, da convivência com suas famílias e do respeito aos seus direitos, simplesmente por não terem espaço nas mídias das nações.
Não é a religião que corre risco de extinção, mas sim os valores que sustentam a sociedade humana organizada e que sempre separaram-na da barbárie. Se continuarmos a realizar estudos e discursos sobre questões vazias, teremos o vazio como projeção de futuro. Entender a religião como uma ponte entre a vontade do homem de se sentir completo e o Deus único capaz de assegurar isto e mais a perpetuidade da vida eterna é um bom caminho para determos este movimento de esvaziamento das vidas, dos cérebros e, principalmente, das almas de nossos jovens.
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