Boa Tarde!
A velocidade das mudanças no mundo contemporâneo e um estilo de vida que não prioriza o saber, o SER e apenas o acúmulo de bens (o TER), estão fazendo com que os jovens gestores iniciem suas caminhadas com uma forma de enxergar os processos estratégicos, no mínimo, míope.
Eles não sabem (e muitas vezes não estão querendo saber) da importância de se enxergar as corporações através dos resultados estratégicos que almeja, trazidos para a agenda diária do gestor através dos seus processos estratégicos. Examiná-los, bem como suas interrelações, os reflexos das ações nos resultados estratégicos e as medidas de controle e correção ágeis que precisam as organizações é, exatamente, o conjunto de componentes que definem a Visão Sistêmica de um executivo.
A Visão Sistêmica é basicamente esta “mola propulsora” que lhe permite enxergar as causas antes dos efeitos, mas os reflexos decorrentes da causa em todo o sistema onde atua, e não apenas nos focos de incêndio. Em geral, o tamanho da labareda pode ser enorme, mas nem sempre quer dizer que a extensão do incêndio lhe é proporcional. Por isso, podem ocorrer grandes incêndios com pequenas chamas.
Vale em qualquer setor empresarial, quaisquer que sejam os produtos constantes do portfólio e em todos os tipos de organizações (lucrativas ou não).
Grandes efeitos preocupam e devem ser de imediato combatidos. Mas são as pequenas causas multiplicadas que levam á derrocada uma organização. Quer testar? Examine corporações que deram errado. Em geral se atribui o fato ao último episódio conhecido. Se olharmos com visão gerencial perceberemos que a destruição ocorreu de forma gradual, sistemática e em pequenos fatos que se acumularam, às vezes, décadas após décadas, sem que os gestores tivessem coragem de identificá-los e enfrentá-los.
Se as escolas não formam os novos gestores cabe a nós, mais experientes jamais esquecermos de fazê-lo. Não se trata de sentimentalismos. É sobrevivência e profissionalismo, mesmo.
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