23 de mar. de 2011

PARA ONDE IREMOS NA SAÚDE?

Boa Tarde!




Mais de 50% dos mamógrafos do SUS em todo o país apresentam problemas ou estão defeituosos, impactando na qualidade do exame e na precariedade dos resultados observados. Não se faz prevenção ao câncer de mama sem tais máquinas, logo, a gestão de saúde do ex-ministro televisivo Temporão foi falha neste aspecto.

Estas foram as idéias, com as palavras mais extensas transmitidas ontem pela Presidente Dilma no lançamento da Campanha de Prevenção ao Câncer de Mama, feita em Manaus (AM). Por ser a maior dignatária do país e ex-integrante do governo do qual o citado ministro fazia parte, não existem razões para não acreditarmos e respaldarmos as afirmações da Presidente, reforçadas pelo Ministro Padilha.

O fato é de que a crise do SUS é imensurável em nossos dias. Ela foi solenemente maquiada ao longo dos últimos oito anos por ações que agradavam a mídia, mas incapazes de solucionar os gravíssimos erros da gestão. Toda esta herança caiu no colo da nova dona do poder. E tudo isto num momento em que a responsabilidade fiscal exige moderação de gastos e aperto orçamentário.

“Fazer mais com menos” é o lema que vem usando a Presidente para explicitar sua vontade de tocar projetos, sem perder jamais o olho no equilíbrio das contas públicas e no controle do dragão inflacionário que voltou a soltar fumaça.

Não é fácil esta decisão no campo da saúde.

Primeiro porque se precisa investir em prevenção e promoção, sucateadas pelo Ministro Temporão, e isso requer verbas agora para resultados futuros.

Segundo porque se retirou da pauta as ações de educação em saúde, o que nos trouxe uma geração que quer ‘curtir adoidado’ sem medir consequências e menos ainda cuidar da saúde.

Terceiro porque, embora não seja conhecedor exímio da política, logo logo a Presidente vai escutar um forte conselho de não denunciar as coisas erradas de quem a elegeu. E aí, para onde iremos na saúde?

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