12 de abr. de 2011

BURRICE É CHIQUE

Boa Tarde!

Quem ligou a TV hoje de manhã foi brindado com uma nova "repórter" brasileira: a vencedora do BBB 11, que se chama Maria. Transformada em "jornalista" pelo programa da Ana Maria Braga, ela se dirigiu a uma faculdade de Letras onde em conjunto com alunos do curso trouxe para todo o país seu pífio conhecimento sobre tudo!
Ela não sabe quantos anos tem um século (acredita serem apenas dez) e nem qual a primeira letra da palavra xícara (jura que é a letra C). Mas já é uma "sensação", saudada inclusive por uma professora que troca seus quinze minutos de fama por toda sua carreira como educadora.
Burrice virou sinônimo de sucesso no Brasil. E ser burro dá mais IBOPE do que ser culto. Também dá mais dinheiro, pois tenho certeza de que o cachê recebida pela ilustre celebridade dará para pagar diversos meses de salário da professora.
O que vou dizer aos meus filhos? Como vou provar-lhes que não é assim o caminho natural do mundo?
Não desistirei dos meus valores. Ainda que as empresas da mídia caracterizem qualquer pessoa que os possua e os defenda como retrógrados e ultrapassados.
Não abrirei mão da cultura, pois através dela construímos pontes que nos livram das águas turvas e perigosas da ignorância. Não me importa ser arcaico. Pagarei com muita sobriedade este preço se ele é o que se cobra para sermos livres.
O homem não é prisioneiro por grilhões físicos que os imponham. Estes restringem os seus movimentos, nunca a sua autonomia e liberdade.
O ser humano torna-se escravo daquilo que não possui, em especial se falamos do conhecimento voltado para a vida, do crescimento espiritual e moral, do respeito aos valores que, com tanto esmero e cuidado, foram transmitidos a cada um de nós por nossos antepassados.
A Maria não será a última a ser endeusada graças a sua opção por deixar-se manipular. Haverão outros, regiamente pagos, que se permitirão a este papel rídiculo.
O que não pode sumir são todos aqueles que entendem o perigo desta situação e continuam a combatê-la especialmente junto dos jovens, vítimas inocentes de uma mídia que emburrece.
Ditaduras vivem da ignorância, não da cultura. Por isso, a quem serve uma mídia deste tipo? Não a democracia, certamente.

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