15 de abr. de 2011

PASSAGEIROS DE TSUNAMI

Bom Dia!

A entidade que agrega as operadoras de autogestão no país - chamada UNIDAS - acaba de encerra seu 2o. Seminário de Dirigentes, realizado em Brasília (DF) entre os dias 11 e 12 de abril. O evento foi bastante prestigiado e contou com palestrantes diversos de segmentos específicos e tão díspares quanto uma Associação de Fiscais da Bahia e a Câmara dos Deputados (na pessoa do Deputado Federal Arlindo Chinaglia - PT/SP).
Não resta dúvida da importância dos fóruns estratégicos que são realizados não apenas pelas autogestões, mas desde muitos anos atrás pelas medicinas de grupo e cooperativas. As seguradoras são mais arredias e seus eventos possuem escopos mais diversificados. São locais privilegiados para a troca de experiências e a abertura de canais e possibilidades.
Deveriam ser, também, momentos privilegiados de discussões setoriais, especialmente de novos rumos e caminhos vivenciados e/ou projetados pelos dirigentes. É aqui a fonte de minha preocupação.
Tanto o fórum promovido pela ABRAMGE no final do ano passado, quanto este da UNIDAS foram, em minha opinião, bastante tímidos (para não dizer pobres), em discussões acerca de caminhos alternativos ou estratégias setoriais que assegurem um crescimento COM INCLUSÃO do sistema privado de saúde brasileiro.
Crescer o número de vidas a partir de estratégias meramente financeiras não deveria nos deixar alegres e nem mesmo falantes quanto à longevidade dos atores que nele atuam. E é exatamente isto que todos os debatedores afirmam quase que sem divergência: crescemos graças ao preço. Não estamos agregando qualidade e nem mesmo as invencionices da ANS serão capazes de assegurar coisa alguma aos participantes.
Onde e quando iremos discutir estas questões?
Fico com a sensação que todos os gestores experientes e capazes sabem da nuvem negra que se avoluma sobre as operadoras ou sobre os clientes, mas cada um deles prefere baixar a cabeça e fazer de conta que não a está vendo, ao invés de correr para desenvolver um guarda chuva forte o suficiente para protegê-lo da chuvarada.
O crescimento baseado no fator financeiro é uma espiral que possui limite temporal. Ainda que não sejamos capazes de precisar o QUANTUM deste intervalo de tempo, com certeza podemos afirmar ser incerto o futuro que cria.
Neste sentido, precisamos rever estes espaços privilegiados.
Talvez começarmos a levar para cada um deles, profissionais que ousem falar diferente do que sempre falamos, ou outros que apontem soluções que evitamos discutir.
De concreto, ou iniciamos esta abordagem, enquanto somos timoneiros deste barco chamado saúde suplementar, ou corremos o sério risco de virarmos passageiros de um TSUNAMI...

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