1 de abr. de 2011

O EFEITO BANANA

Boa Tarde!

A Escócia é um país independente, parlamentarista e que integra o Reino Unido. A origem do seu povo deve ser predominante ango-saxônica. Para os nossos padrões tropicais é um país onde faz frio a maior parte do ano.
Nada disto, porém, diminui a importância e o valor dos escoceses, que sempre estiveram presente nos momentos
mais decisivos da história mundial. Combateram e deram suas vidas para que o nazi-fascismo não fosse vitorioso na Segunda Grande Guerra e saíram dela como heróis.
Além disto tudo, possuem um grande campeão mundial de automobilismo, hoje dono de equipe e comentarista de TV, o fantástico Jackie Stewart que tanto duelou com o nosso campeão Émerson Fittipaldi.
Por tudo isso, é incompreensível que as autoridades esconcesas exijam do jogador brasileiro Neymar um 'pedido de desculpas', por ter atribuído à torcida escocesa o ato racista e nazista de jogar-lhe bananas durante o amistoso do final de semana passado.
Não estou fazendo defesa do Neymar pessoa, personalidade que precisa receber banhos de humildade e respeito. Mas ao atleta que, dentro de campo, defendia com responsabilidade e galhardia a  seleção do seu país. Naquele momento, Neymar merecia, no mínimo, o respeito que um cidadão estrangeiro deve receber quando visita uma outra nação.
Jogar-lhe bananas significou desdenhar de sua raça, por julgar-se superior ou melhor do que outro ser humano.
Tentar intimidar povos livres com ameaças, violências ou humilhações é prática criada, aperfeiçoada e divulgada pelas forças de repressão de Adolf Hitler. Não usavam bananas, é verdade, preferiram as estrelas.
Pregavam as estrelas nos peitos daqueles que iriam sistematicamente humilhar, desdenhar e, no final da guerra, tentar exterminar. Usaram um astro tão bonito, criado por Deus, para destruir a vida das crituras criadas por Ele.
Assim, a Escócia deveria cuidar melhor das suas exigências.
Não me interessa se foi um turista alemão ou de outro país. A responsabilidade era escocesa. Os anfitriões eram ingleses e esconceses, e principalmente, o respeito, a humanidade e a dignidade não possuem pátria, são universais.
Se alguém deve receber desculpas é a vítima. Não é esta que deve dá-las.
Mas o pior não são as desculpas e sim as consequências: nos países que tão valororsamente combateram os nazistas, crescem movimentos que os apóiam. Este filma, na Europa, é velho e não é original. No antigo, os governos lavaram as mãoes, fizeram de conta que não havia problema e deu no que deu.
E agora, o que farão as 'democracias ocidentais'? Esperarão o novo Hitler? Atenderia ele pelo sobrenome Le Pen?

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