Boa Tarde!
Estudos realizados nos Estados Unidos e divulgados na semana passada pelo AMRICAN JOURNAL OF EPIDEMIOLOGY acerca do Câncer de Intestino (Cólon) traz-nos informes que, se não são novos, devem sempre ser avaliados, disseminados e pensados pelos gestores de sistemas privados de saúde.
Constatou-se uma redução de MAIS DE 40% no desenvolvimento de tumores dentre as pessoas que possuem os seguintes hábitos de vida:
a. Beber diariamente UM copo de Leite, desde a infância;
b. Dormir ao menos SETE HORAS por noite;
c. Realizar atividades físicas ao menos três vezes por semana.
Ou seja, mais uma vez, mudanças de hábitos e comportamentos causam uma redução direta (e drástica) sobre o risco de desenvolvermos agravos importantes e agressivos contra nossa saúde. Neste caso específico, o câncer de intestino. Se não há novidade, por que a ênfase? Pela total omissão da grande maioria dos gestores de saúde em ASSUMIR de uma vez por todas os benefícios da prevenção e promoção à saúde.
Quantas vezes e por quantas horas discutimos questões operacionais, quando não burocráticas, que raríssimas vezes irão agregar valor ao produto que comercializamos, ou, principalmente, à percepção pelo cliente de nossa empresa? Insistimos em fazer de contas que a mera discussão de preços de planos resolverá os problemas estruturais do sistema de saúde o que é uma falácia.
A realidade e os trabalhos científicos cuidam de nos trazer de volta à realidade que tentamos enganar. Ou as empresas privadas de saúde aceitam que irão trabalhar cada vez mais numa corda bamba, onde o menor vento não previsto causará uma queda irreparável, ou seria bom abandonar as fantásticas campanhas de marketing que criam cenários inexistentes e falsas empresas sólidas enquanto ainda é possível fazê-lo.
O caminho da prevenção e promoção não é curto. Tampouco pode ser abreviado. Ele tem um começo e com certeza terá pontos de controle, mas jamais se extinguirá. Mesmo contra a vontade de gestores privados de não reconhecer a certeza desta questão.
Quanto poderia ser feito, com investimentos não tão expressivos, com resultados perenes e que assegurassem uma sinistralidade mais contida, ou ao menos um crescimento bem mais moderado da curva de despesas, capazes de gerar ganhos às corporações, ao sistema de saúde nacional e, claro, ao cliente. Ainda lamentaremos muito esta nossa omissão consciente.
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