25 de mai. de 2011

VAZIO CIBERNÉTICO

Bom Dia!

Após uma intensa briga com o servidor que hospeda este BLOG, da poderosa Google, consegui finalmente acessá-lo hoje. Qual a causa deste impedimento temporário de quase cinco dias? Não sei. Não recebi respostas (apenas aquelas causas de erros que de tão codificadas nem mesmo os técnicos da empresa conhecem). Não recebi explicações. Não sou objeto de preocupação por parte de quem bolou este aparato tecnológico. Afinal, sou um mero cliente. Se já recebo a hospedagem gratuita, os serviços interligados e as mil possibilidades, para que ainda quero a conexão?
Tem sido este um dilema (?) crescente da questão tecnológica em TODOS os mercados nos quais exerce algum tipo de influência. Oferece-se tantas opções, tantas possibilidades e produtos tecnológicos que se esquece solenemente de dar-lhes o funcionamento regular.
Assim, podemos acoplar nossa estação caseira à TV paga. Que maravilha! Quando ela está no ar, óbvio. Os celulares possuem tantas variáveis, recursos dos mais díspares que até esquecemos que sua função básica e nos propiciar a telefonia móvel. Claro que, quando nos lembramos disto, quase sempre, estamos sem sinal e não conseguimos completar as ligações.
A medicina está tão avançada que já temos robôs sendo indicados por médicos como as melhores opções para este ou aquele procedimento. Claro que nenhuma promessa ou compromisso com o resultado final, mas convenhamos, o cliente quer coisas demais!!!
Quer ser tratado com respeito.
Quer explicações inteligíveis.
Quer serviços básicos que funcionem.
Quer horários cumpridos.
Quer aquilo pelo qual pagou o preço imposto pelo fornecedor.

Estamos aumentando tanto os portfólios de produtos ao clientes que esquecemos de perguntar a estes últimos se estão recebendo de forma satisfatória o mínimo que esperavam quando buscaram nossos serviços. A quantidade sobrepôs-se à qualidade no mundo real, embora o discurso inverso continue a capitanear as fantásticas campanhas de venda.
O cliente não é o foco principal das empresas de tecnologia, de saúde, de serviços, de transportes aéreos, etc, etc, etc.
Ufa! Ainda bem que elas não precisam de clientes. Ou será que precisam???

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