25 de mai. de 2011

SEM ÓDIO, SEM MEDO

Bom Dia!

Uma das maiores armadilhas que atravessa o caminho de um gestor é a frustração. Por mais que tenhamos anos e anos de experiência, a chamada 'rodagem gerencial', sempre que assumimos um novo posto, uma nova missão, tentamos mapear as dificuldades e, inveitavelmente, fazemos projeções. Sonhos, diriam uns; metas estratégicas, bradarão os mais racionalistas.
Chame-as como quiserem. O fato é que nós projetamos um crescimento da equipe, dos números, do MARKET SHARE, enfim, associamos gerir com construir. E nem poderia ser diferente. Um gestor que não transforma o mundo onde está inserido é um farsante. E para os falsários, a queda é uma questão de tempo.
Mas retornemos as projeções.
Elas servem para definirmos as prioridades, as capacitações, os recursos existentes e sua otimização. Também as usamos como combustível para superarmos o árduo tempo do amadurecimento, on de mudanças e transformações costumam ser tão doloridas quanto são necessárias.
E aí, ainda que com recheada cautela, estabelecemos o tempo da colheita!
E de onde vem, então, a frustração?
Exatamente quando percebemos que não haverá o que colher. Infelizmente quando percebemos que as pessoas estão acomodadas sobre suas cadeiras, buscando na mediocridade uma satisfação enganosa e temporária.
Acomodação não tem sexo, idade, raça ou cor. Ela é atemporal. Pode começar ontem, hoje ou sempre. E o que é pior: ela é uma chama, um combustível eterno e constante da frustração.
As dificuldades consomem nossas reservas físicas, mas as frustrações esvaziam nossos corações, endurecendo-os e dilacerando nossos planos.
Por isso, já que delas não teremos como fugir e nem as afastamos com orações, temos que cuidar para que elas não perdurem pelo tempo mínimo de sua identificação e absorção pelo gestor. Quanto menor este intervalo de tempo for, maior será nossa chance de conseguirmos encontrar outro caminho. Sempre avante, sem ódio, sem medo.

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