Boa Noite!
O título não é uma marca de carro, nem de computador. É a melhor definição que encontrei para a situação da Rede Hospitalar Pública em nosso país. É no mínimo revoltante ler, nos jornais de hoje, mais uma notícia de morte por falta disto ou daquilo, num hospital do SUS. Não dá mais para fingirmos que as medidas paliativas, quando tomadas pelo Ministério da Saúde vão ser capazes de sanar a grande e principal causa de falência desta rede: a gestão amadora, crônica e ultrapassada do nosso Sistema Público de Saúde.
A gestão hospitalar talvez seja um dos ramos da administração que mais sofreu alteração, quanto ao seu perfil, necessidade de visão sistêmica e, principalmente, qualificação do foco nos resultados. Não se pode mais conviver com gestores que apenas entendam a questão financeira sob o aspecto do cobrar mais dos compradores de serviço, sem combater os desperdícios e “arrumar” sua casa.
Também não se pode desejar de administradores hospitalares públicos que façam o papel de mágicos (fazendo surgir do nada os recursos necessários) ou ilusionistas (mostrando ao público uma capa, uma maquiagem bonita para algo que está vazio de conteúdo).
Se não há recursos para o atendimento integral então é necessário que o Governo tenha coragem de assumir o que irá atender ou não. A população não deveria estar sendo tratada como marionete, pois a omissão dos que governam na gestão hospitalar custa ao necessitado, muitas vezes, sua própria vida!
Os hospitais públicos são uma mistura de comédia bufa com caos governamental. O duro é que a população mais sofrida, mais necessitada e historicamente mais abandonada deste país, com toda certeza, não deve achar graça nenhuma desta situação.
Óbvio: se a imprensa mantiver a pressão, testemunharemos troca de acusações e busca de culpados, em especial com os profissionais que ainda resistem em trabalhar em tais locais, por absoluta falta de opção. Solução estrutural e medidas concretas... bem, somente escutaremos falar disto na próxima crise, ou morte, o que vier primeiro...
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