Bom Dia!
A retaliação tornou-se regra nas negociações que envolvem associações médicas. É lamentável esta postura, mas não a considero mais possível de ser revertida. Os médicos resolveram demonizar os planos de saúde, paradoxalmente o setor onde conseguem obter aumentos dos valores que recebem a título de honorários. Segundo pesquisa veiculada pelo CREMESP na última sexta feira, quase 73% dos médicos 'ouvidos' (não especifica e nem quantifica) consideram a relação com operadoras RUIM ou PÉSSIMA, ao tempo em que julgam a mesma categoria em apenas 54% para com o SUS.
Ou seja, os médicos estão mais satisfeitos com que lhes paga mal e não reajusta seus honorários. Entenderam? Nem eu. Mas acompanhando o mercado suplementar nestes últimos quinze anos não mais duvido das pesquisas feitas com estes profissionais. É como se eles resolvessem descontar em cima das operadoras todas as suas expectativas não atendidas pelo SUS desde sua criação em 1990.
O ruim é que a adoção da retaliação, especialmente porque representa paralisação e pressão contra os indefesos clientes das operadoras é mais um passo no distanciamento que se produz, deliberada ou artificialmente, no setor de saúde suplementar entre fornecedores e clientes.
Nunca na história da humanidade criar uma barreira (ainda que invisível) entre aqueles que fornecem produtos e os que os compram resultou em ganhos, melhorias ou avanços para TODO o mercado. Infelizmente, parece que os médicos brasileiros acreditam que aqui, neste país tropical, que agora transforma terroristas em cidadãos de bem, será diferente.
Espero estar errado, mas temo que quando todos os envolvidos resolvam criar juízo e adotarem uma postura de negociação profissional e construtiva, já seja tarde demais. Operadoras de menos e profissionais de mais não será o melhor cenário para que estes últimos sejam respeitados e afiram os valores que consideram 'justos'. Era melhor repensar o sectarismo agora, acho que ainda dá tempo...
Nenhum comentário:
Postar um comentário